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APEOESP garantiu a realização de uma reportagem, que deve ser veiculada
no Fantástico no próximo domingo - dia 28 de novembro – em resposta à
matéria “Humilhação”, que foi ar na edição passada do programa dominical
da TV Globo. A matéria, que citava pesquisa realizada no Vale do Paraíba,
não ouviu professores e encheu a tela de preconceitos (idade e peso foram
apontados pelos alunos - sem questionamento - como fatores de depreciação
profissional). Mais ainda: os indícios levantados pela comissão de sindicância
que apura o caso do suposto castigo em Nova Odessa, que confirmam a versão
da professora, foram ignorados pela repórter. O sindicato levou, à equipe
do programa, a pesquisa realizada sobre as condições de trabalho dos professores
da rede estadual de São Paulo, realizada pela APEOESP e apresentada durante
o mais recente Congresso, e também a pesquisa da CNTE - Retrato da Escola
3 – sobre o trabalho do educador em nosso País. Além disso, o presidente
da APEOESP e outros professores levaram a reportagem à escola da Grande
São Paulo que enfrenta superlotação de salas de aula, violência escolar
e tantos outros problemas que professores e alunos da rede pública conhecem
muito bem. Onda de indignação Os e-mails e reclamações dos professores
que entraram em contato conosco foram essenciais para garantir esta matéria.
Eles foram encaminhados à redação do Fantástico, para comprovar a indignação
gerada pela reportagem. Além de conseguir este espaço, o sindicato também
tem falado diariamente em rádios e jornais do interior sobre o assunto.
Dirigentes publicaram artigos, outras sugestões de pauta têm sido feitas
à grande imprensa. A próxima edição do Programa do sindicato, ‘EducAção
na TV’, que vai ao ar neste sábado às 17h10, também aborda o assunto.
O trabalho intenso do sindicato é um reflexo da onda de indignação gerada
pela reportagem, não apenas entre os professores, mas entre todos que
conhecem a realidade das escolas do nosso Estado e muito provavelmente
entre aqueles que discutem a ética nos meios de comunicação. A mobilização
e a união da categoria garantiram um direito da resposta mais do que legítimo
à categoria.
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