14/11/2009

Presidente Lula

Presidente Lula

Osvaldo Nobre, 65 anos, engenheiro do Rio de Janeiro (RJ) –

 

 

O sr.

disse que proporá criar um Conselho Sul-americano de Combate ao Narcotráfico, no âmbito da UNASUL. Quando o sr. pretende formular tal proposição e qual o local da sede?

 

Presidente Lula

– A criação do Conselho Sul-americano de Combate ao Narcotráfico já foi aprovada na III Cúpula da UNASUL, realizada em Quito, em agosto. A estruturação do órgão acontecerá até dezembro próximo e está a cargo de Gustavo Jalkh, ministro da Justiça equatoriano. Isso porque o Equador ocupa a presidência temporária da UNASUL. Com a sua criação, nós deixamos de depender de outras partes do mundo para encontrar soluções que devem surgir dentro de nossa própria região. Os Estados Unidos ficam livres para empregar todos os seus esforços no combate ao consumo interno que, pela sua magnitude, é um forte estimulador da produção e do tráfico de drogas. Nós queremos que a relação dos Estados Unidos com a América do Sul seja marcada por um olhar de parceria e não de fiscalização. Nossos países também estudam a constituição de um fundo para ser usado no combate ao narcotráfico. Quanto ao local da sede, é uma questão a ser decidida de comum acordo pelos integrantes da UNASUL.

 

Diego de Oliveira, 21 anos, integrante de associação de moradores, Ribeirão Preto (SP) –

Qual a política do sr. para a juventude?

 

Presidente Lula

– Nós consideramos os jovens tão importantes para o País, que criamos a Secretaria Nacional de Juventude, vinculada à Presidência, e realizamos a primeira Conferência Nacional de Juventude, que resultou num conjunto de prioridades definidas pelos próprios jovens. Vários programas foram criados. O Protejo envolve jovens das comunidades carentes em atividades de esportes e lazer e oferece cursos profissionalizantes: 17.591 jovens recebem uma bolsa mensal de R$ 100,00. Pelo Prouni, nós concedemos bolsas de estudos a 540 mil jovens de famílias carentes para cursarem faculdades particulares. O Projovem é um programa para os que estão na faixa de 18 a 29 anos e não tenham concluído o ensino fundamental. Cerca de 1 milhão de jovens estão matriculados. Eles recebem bolsa de R$ 100,00 para freqüentar cursos de conclusão do ensino fundamental e qualificação profissional. Para oferecer ensino profissionalizante aos jovens, estamos implantando 214 escolas técnicas em todo o país que, somadas às 140 que já existiam, vão oferecer 500 mil vagas até o final de 2010. Quero ressaltar nossos esforços junto ao Conselho Nacional de Juventude para criar coordenadorias de juventude nos estados e municípios, o que contribuirá para transformar a política de juventude em uma política de estado.

 

Comentários