Final de ano, o que devemos fazer?

Grazielle Medeiros
Tenho percebido nos corredores das escolas o pavor nos rostos dos alunos. Parecem até que os mais conhecidos como “mal comportados” adotam uma postura diferente, de participação. Bom, acredito que não é só nas minhas aulas. O que acontece é que o termo avaliar tem sido associado a fazer prova, fazer exame, atribuir notas, repetir ou passar de ano. E isso dá medo, realmente.
Na Educação é imaginada como simples transmissão e memorização de informações prontas e o educando é visto como um ser paciente e receptivo. Em uma concepção pedagógica mais moderna, a educação é concebida como experiência de vivências múltiplas, agregando o desenvolvimento total do educando. Nessa abordagem o educando é um ser ativo e dinâmico, que participa da construção de seu próprio conhecimento.
A avaliação do processo de ensino e aprendizagem é realizada de forma contínua, cumulativa e sistemática na escola, com o objetivo de diagnosticar a situação de aprendizagem de cada aluno, em relação à programação curricular. A avaliação não deve priorizar apenas o resultado ou o processo, mas deve como prática de investigação, interrogar a relação ensino aprendizagem e buscar identificar os conhecimentos construídos e as dificuldades de uma forma dialógica.
O erro, neste caso deixa de representar a ausência de conhecimento adequado. Toda resposta ao processo de aprendizagem, seja certa ou errada, é um ponto de chegada, por mostrar os conhecimentos que já foram construídos e absorvidos, e um novo ponto de partida, para um recomeço possibilitando novas tomadas de decisões.
A avaliação, dessa forma, tem uma função prognóstica, que avalia os conhecimentos prévios. Assim, desenvolve a noção de responsabilidade e uma atitude crítica. Para isso é necessário criar oportunidades para que pratique a auto-avaliação, começando pela apreciação de si mesmo, de seus erros e acertos, assumindo a responsabilidade por seus atos.
Rever o ponto de vista de avaliação é rever certamente as concepções de ensino aprendizagem, de educação e de escola, apoiado em princípios e valores comprometidos com a instituição de aluno cidadão. Avaliar é no dia-a-dia, na prática e na teoria. Quando isso for colocado em prática a avaliação será vista como função diagnóstica, dialógica e transformadora de uma realidade escolar.




