Moradores do Alto da Colina sofrem com a falta d´água

Moradores estão indignados com atendimento da Sabesp

Moradores estão indignados com atendimento da Sabesp

“Existe semana que ficamos até cinco dias sem água. Pior de tudo é que antes a Sabesp pelo menos encaminhava caminhão pipa para abastecer nossas caixas d´água. Hoje, quando vem, atende apenas a escola”, desabafou a moradora Jacira Rodrigues ao Jornal da Gente.

O problema no abastecimento de água do bairro é antigo. Há moradores que reclamam do atendimento da Sabesp há mais de 20 anos. Moradora da rua Totóia, Aline Priscila disse que quando a água chega não é suficiente para encher todas as caixas d´água e as ruas mais altas ficam ser recebê-la. “Muitas das vezes, alguns moradores do bairro recebem água de madrugada, mas ela não chega à nossa rua. Enfim, somos ainda mais prejudicados”, destacou.

Há cinco anos, Gerusajulia da Silva mora no bairro e faz reservas de água para atender às necessidades de sua família. O quintal de sua casa, inclusive, está repleto de baldes de água, além da máquina de lavar roupa que também serve como reservatório. Segundo a moradora, o fornecimento de água para o bairro acontece apenas durante algumas horas do dia. “Hoje [quinta-feira, 12], a água chegou por volta da uma hora da manhã. Às 7 horas, já não tinha mais nada. Às vezes não dá tempo nem de encher a caixa d´água”, reclama Gerusajulia.

Cíntia Jaszczuk garante que além da falta de água, as famílias do bairro Alto da Colina pagam por ar que entra nos encanamentos. “É comum o relógio estar registrando a entrada de ar e não de água”.

Maria Josefa ressalta que existe também o problema da água misturada com barro. “A água que pagamos acaba sendo imprópria para lavar roupa clara, para cozinhar ou lavar os alimentos de tão suja que chega”, destacaram Maria Josefa e Maria Rodrigues da Silva, moradoras de ruas diferentes.

A residência da moradora Hailana da Silva recebeu água durante a madrugada. No entanto, não foi suficiente. “Quando chegou a água, fui lavar a roupa que estava a dias no tanque. Deu para lavar apenas um terço do que tinha e acabou a água novamente. Tenho quatro crianças em casa e muitas vezes preciso comprar água mineral para beber e fazer comida”, disse.

Por diversas vezes, os moradores protocolaram reclamações na Sabesp, mas as respostas são as mesmas, há anos: “a rede está em manutenção”, “estamos com problemas na bomba”…

O Jornal da Gente contatou a Sabesp para obter respostas sobre as reclamações. A empresa garantiu que elas serão dadas na próxima segunda, 16. Na próxima edição, as respostas serão publicadas neste jornal.

 

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