Investimento em infraestrutura coloca o Brasil em destaque no mundo

Atualmente, país é um dos principais mercados de equipamentos de construção do mundo

Atualmente, país é um dos principais mercados de equipamentos de construção do mundo

Pesquisa da Sobratema revelou dados sobre o que acontecerá no setor produtivo e econômico nos próximos anos, quando o país terá crescimento de investimentos com o PAC, exploração dos campos de Petróleo do Pré-sal, Copa do Mundo e Olimpíadas. A expectativa de que o Brasil viva nos próximos anos um verdadeiro “boom” de investimentos, tanto no setor público como no privado, é grande. O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do Governo Federal, a exploração dos campos de Petróleo do Pré-sal, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas no Rio em 2016 vêm colaborando para criar esse clima positivo. Mas o que de fato acontecerá nos setores produtivos e econômicos do País? Estudo apresentado quarta-feira (dia 11) pela Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção), que faz um comparativo entre os reflexos da crise que atingiu a economia mundial em 2008 e os prognósticos do setor até 2013, revela que o otimismo se justifica.

Intitulado “Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos de Construção – 2009″, a pesquisa mostra que, enquanto o mundo registrou uma queda de 46% na venda de equipamentos de equipamentos da linha amarela nos últimos dois anos, o Brasil obteve a marca positiva de 10%. Os EUA e a Europa, por exemplo, registraram decréscimo igual a 60%. Os dados confirmam que uma mudança estrutural no mercado está em andamento. Há anos, o Brasil vem se tornando um importante local de produção mundial para exportação de equipamentos.

De acordo com o estudo, estima-se que, em 2014, a venda total de equipamentos de construção no Brasil, incluindo caminhões rodoviários, tratores pesados de pneus, guindastes e gruas, atinja a marca de 82 mil unidades. Em 2008, o índice foi de 53 mil. O setor que vai puxar esta alta é o de infraestrutura, com 45 mil unidades, seguido da construção civil (24 mil), Mineração (10 mil) e Agricultura (3 mil). “O setor de infraestrutura puxa a economia como um todo. O Brasil está saindo da crise puxado por ela. Outro fato preponderante para o mercado é que já temos uma situação de obras comprometidas como o PAC, a Copa do Mundo, a Olimpíada e a exploração do Pré-sal”, destaca o economista da Insight Consultoria Econômica e professor Ph.D. da PUC-SP, Rubens Sawaya, um dos coordenadores do estudo.

 

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