Correndo atrás do corpo perfeito

Marco Aurélio Romma
Será que vale a pena arriscar sua saúde para ter o corpo perfeito?
Trabalho com moda, modelo, com o belo. Dispo e visto as mulheres, adoro vê-las em sua plena forma, mas acredito que as mesmas que estimo tanto, estão por exagerar na hora de ficar na forma perfeita, já que elas não andam fazendo as coisas de maneira não muito saudáveis.
Corpo de modelo só para as modelos. Nascer alta e magra é um requisito, depois elas administram essa história e continuam aperfeiçoando o que já nasceram possuindo. Ser muito magra na moda é uma exigência porque a moda tem ficado cada dia mais rápida e frenética. Os estilistas não fazem mais uma apresentação a cada um, dois, ou três anos. Agora, as coleções são apresentadas a cada 6 meses, e geralmente o mesmo estilista que apresenta a sua marca assina a coleção e produtos de outras empresas. Nesta correria, os modelos precisam ser cabides para que as roupas caiam com perfeição, sem tempo para ajustes e confecção, de acordo com o corpo de cada pessoa. Daí, logicamen-te, o mercado pede o menor número de curvas possível.
Você não precisa ser tão magra. É lógico que gordura não é saúde, e não desejo ver a mulherada gorduchinha, mas a mulher, muitas vezes por preguiça ou pela facilidade anunciada pelas empresas de estética, acabam se submetendo a cirurgias plásticas, lipos e a ingestão de remédios que alteram o humor e até mesmo prejudicam o sistema nervoso. Será que vale a pena? Esses poucos quilos podem ser perdidos numa academia, com uma simples caminhada ou apenas mudando a maneira como nos alimentamos.
Escrevo este artigo não somente para informar, mas para fazer um apelo às mulheres, minhas leitoras: deixem as soluções radicais para os casos radicais.
Nessa época, onde se grita por um mundo mais ecológico, vamos salvar o mundo, mas primeiro precisamos salvar a nossa vida. Começando pela nossa cabeça, mente sadia, corpo sadio, contagiando tudo e todos.
Momento reflexão: será que você pecisa mesmo tanto dessa plástica ou existem outras soluções menos radicais e mais saudáveis? Nada contra as cirurgias, entendam! Desde que sejam necessárias.
Valeu, caros leitores e leitoras. Até a próxima.

