O brasileiro do ano

Por Elioenai Piovezan
Se na semana passada a concessão do prêmio Nobel da Paz ao presidente estadunidense Barack Obama gerou controvérsias, a premiação do presidente Lula como Brasileiro do Ano, pela Editora Três (que publica as revistas Istoé, IstoéDINHEIRO e IstoéGENTE), foi unanimidade.
Obama despenca em sua popularidade, ainda não conseguiu resolver as questões internas de economia de seu país e mantém duas guerras em andamento, no Iraque e no Afeganistão, inclusive com o anúncio de envio de mais de 30 mil soldados para o próximo período. Mais indigesto foi ter que ouvir a retórica do ano, com a criação dos conceitos de “guerra justa” e “paz justa”, ou ainda “guerra justificável”, para explicar a atuação geopolítica de Obama no Oriente Médio e na Ásia.
Lula não precisa disso. Ele colecionou vitórias incontestáveis que colocaram o Brasil em evidência no cenário mundial. Exemplos: a descoberta da camada pré-sal, a conquistas da Olimpíada para o Rio de Janeiro em 2016 e a Copa do Mundo em 2014, rompeu modelos na produção agrícola com a geração de biocombustíveis e driblou a crise financeira que abalou o primeiro mundo em 2009.
Lula até ficou à vontade para usar a expressão “merda” durante evento de assinatura de convênio do programa Minha Casa, Minha Vida, em São Luís (MA). Disse o presidente: “Eu não quero saber se o prefeito João Castelo (de São Luís) é do PSDB, se é do PFL… Eu quero saber se o povo ta na merda e eu quero tirar o povo da merda em que ele se encontra” (Folha de S.Paulo, 11/12/2009).
Obviamente que a grande imprensa caiu de pau, afirmando que Lula disse um palavrão. Pois bem, palavrão é o que eu ouço diariamente da boca de vários alunos, que me recuso a reproduzir neste espaço. “Merda” no mundo do teatro é sorte. Se alguém me manda à merda, aceito a indicação, vou para a sorte, não precisa haver briga.
Creio, inclusive, que existe algo pior que “merda” e que está estampada todos os dias nos jornais. É a lama. Sim, a lama da corrupção no governo do Distrito Federal, que mais uma vez confirmou o funcionamento de um esquema corriqueiro entre poder público e empresas privadas. Ora, o dinheiro que vem dos empresários para saciar o apetite de políticos corruptos é “ressarcido” com dinheiro público, por meio de licitações ou contratos fraudulentos. Portanto, a “lama” desse lamaçal deveria agredir muito mais do que uma simples “merda”.
Na merda, quando pisamos é sem querer, é por distração. Na lama, suja-se, afunda-se, locupleta-se. É uma ação planejada, formada (em quadrilha) e executada…
Acima de todo esse lamaçal, vejo que Lula tem tirado muitos brasileiros da merda, por meio de programas como Bolsa Família, Luz para Todos e Minha Casa Minha Vida, e pode dormir com a consciência tranquila em seu travesseiro presidencial. Diferentemente de seu colega Obama, Lula pode sim dormir o sono dos justos.


Caro Eli. O prêmio Nobel é concedido por interesse, logo não temos qualquer domínio sobre tal. Entendo que cada nação deve resolver internamente seus problemas, destarte concordo que os EEUU deveriam se retirar do Afeganistão e deixar aquele país, no equivalente ocidental em tecnologia e sociedade, da idade média. É verdade também que além de à vontade, é bem a cara dele e do Brasil, é o que se espera do represente de um país, lógicamente observada a liturgia que o posto impele. À Imprensa reservomo-me o direito de não acreditar, principalmente pelos descalabros proferidos e absurdos propagados sem qualquer base técnica (no observatório da imprensa se discute muito mas não se chega a nada, também parei de assistir, e ainda Heródoto Barbeiro com seu manual que não é praticado). Deixei os atos atribuídos ao presidente para o final, já que nosso país evidencia-se no cenário internacional apenas e tão somente pelos absurdos acontecidos: corrupção generalizada, porto seguro para criminosos comuns (os de guerra preferem a Argentina e o Chile), a aceitação própria do povo em aceitar o moralmente incorreto e, em conseqüência, pelo aparato estatal incompetente aliado às leis benevolentes. Petróleo na plataforma continental já é sabida de 1.865 (IMPÉRIO), a Petrobrás foi fundada para este tipo de exploração específico (inclusive obstaculizou a Paulipetro por vários motivos, entre eles a exploração em mar aberto), portanto não há de dizer que o pré-sal é absolutamente advento da administração do Presidente LULA, não sei qual o modelo de agricultura foi rompido, o que sei é simples o kg de tomates custam US$1,15 em média, nos EEUU custa US$0,75, o nosso vem das cercanias de São Paulo, o de New York é importado de Estados do sul daquele país ou é estrangeiro, quanto ao biocombustível já vinha sendo pesquisado desde a década de 1.970, e já em 1.996 assisti no Globo Rural um veículo experimental movido à biodiesel, num Estado do NE brasileiro. Os jogos que serão realizados por estas bandas, cá entre nós, não temos a menor condição de realizá-los, será péssimo socialmente, economicamente e institucionalmente. quanto às crises econômicas se não fosse as bases de governos anteriores e os cuidados com que as instituições financeiras adotam para se protegerem (em detrimento aos correntistas) tudo viria abaixo. Deixo de comentar quanto às suas opiniões especificamente, tendo em vista q as se o fe Agradecido, Norton.