Prefeita foi a Brasília pedir ajuda para minimizar transtornos na cidade

Na Rodovia, uma cratera se abriu. Nos bairros, cerca de 1200 famílias foram prejudicadas pelas fortes chuvas. Funcionários da prefeitura orientam e entregam donativos aos mais afetados

Na Rodovia, uma cratera se abriu. Nos bairros, cerca de 1200 famílias foram prejudicadas pelas fortes chuvas. Funcionários da prefeitura orientam e entregam donativos aos mais afetados

Em virtude das fortes chuvas que caíram sobre Itapevi na última segunda-feira, 25, onze bairros foram afetados e trecho da SP 29, principal acesso à cidade, desmoronou. A Prefeita Dra. Ruth Banholzer e o vice, Jaci Tadeu, acreditam que os acontecimentos são resultados de uma séria de fatores, como excesso de água em curto período de tempo e as construções de imóveis muito próximos de rios e córregos.

Para minimizar os transtornos, a secretaria de Assistência Social e Cidadania mobilizou 150 pessoas para percorrer os bairros de Itapevi e fazer um levantamento das famílias atingidas pelas chuvas. “Nossa primeira ação é a ajuda imediata a essas famílias, que precisarão de nosso total apoio neste momento. Atendendo a nosso pedido, o capitão Freire, coordenador Regional da Defesa Civil, veio a Itapevi para averiguar a situação e buscar auxílio junto ao Estado”, comentou a prefeita.

Durante entrevista concedida à imprensa na terça-feira, 26, Dra. Ruth explicou que a Prefeitura tem realizado um amplo trabalho de prevenção a enchentes, com o objetivo de que o município não sofra com as chuvas de Verão como sofria no passado. “Nos últimos anos, alargamos e desassoreamos os rios e córregos de Itapevi. O rio Barueri-Mirim, por meio de seus afluentes, recebe grande quantidade de água de diversas cidades. Infelizmente, ninguém esperava um volume de chuva tão grande e todos os municípios estão enfrentando problemas, por isso a Prefeitura vem mantendo equipes de apoio preventivo que estão realizando um trabalho assíduo nos locais de risco e também atendendo aos chamados da população”, ressaltou.

Diante da situação, foi decretado Estado de Emergência e a prefeita viajou quarta-feira, 27, para Brasília, em busca de recursos para realizar obras na cidade. “Infelizmente, o Governo do Estado não reconheceu o nosso Estado de Emergência. Para eles, é preciso haver escolas destruídas, unidades de saúde e casas afetadas. Mas, o que queremos é prevenir e evitar novos transtornos, enquanto que o Estado não reconhece isso”, explica a prefeita. Por este motivo, o Governo Federal não tem como liberar recursos ao município para esta finalidade. “Mas já estamos trabalhando no plano B, que é acelerar a liberação de recursos já aprovados para Itapevi e também estou em contato com o Ministério das Cidades, apresentando projetos que devem melhorar a situação das famílias”, comentou Dra. Ruth.

 

PROJETO ESPECIAL

PARA VILA SANTA RITA

Em visita à Vila Santa Rita, o vereador Fláudio Azevedo Limas detectou a necessidade de remover as famílias mais prejudicadas da Rua Vasco da Gama e de imediato comunicou o assunto à prefeita Dra. Ruth. Ela confirmou a necessidade da ação, mas ressaltou que não é possível realizar a mudança em curto prazo. “Também estamos buscando meios, como os recursos federais, para desenvolver um projeto específico junto àquelas famílias”, disse a prefeita ao vereador Fláudio

 

1 Comentário

  1. Ayrton Corrêa disse:

    Pensei que na minha cidade as justificativas fossem diferentes, mas é tudo a mesma coisa. Só muda de endereço. A culpa é da natureza e das pessoas que constroem suas casas próximas a rios e córregos (em loteamentos aprovados pelas prefeituras. Ou estou enganado?). Ou seja, deixo que ocupem e depois os culpo por morarem em áreas de risco. Será que o desmatamento generalizado não tem nada a ver com os desmoronamentos? E os rios sujos e mal cuidados, não têm nada a ver com as enchentes? E aí fica aquela briguinha de sempre: o problema não é da alçada do governo municipal, pois ele depende do governo estadual que, por sua vez, não recebe verba do governo federal. Vocês acham que o povo sofrido quer saber de quem é o problema? Ele quer, isso sim, saber de soluções. Soluções urgentes.

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