Saúde paulista enfrenta epidemia de dengue, filas e ameaças de greve
Os servidores da Saúde estão em estado de greve em São Paulo. A categoria denuncia as terceirizações no sistema público de saúde e o sucateamento do SUS no Estado, que ameaçam inclusive o combate à dengue, que já é uma epidemia no Guarujá.
Em meio à política privatista de José Serra, a população paulista foi informada sobre o avanço da dengue na Baixada Santista na semana passada, quando a Prefeitura de Guarujá admitiu a epidemia, apenas um dia depois de o risco ter sido afastado pelo secretário-adjunto da Saúde Estadual, Nilson Ferraz Páscoa, em visita à cidade.
”O secretário adjunto não admitiu sequer a existência de surto”, espanta-se Fausto Figueira, que é presidente da Comissão de Saúde e Higiene da Assembleia. “Os jornais estão mostrando diariamente multidões esperando até 8 horas por um atendimento nos pronto-socorros da Baixada. Os médicos não conseguem dar vazão, as notificações não estão sendo feitas, até porque cada uma demora 20 minutos e atrasaria ainda mais a assistência”, denuncia o deputado petista.
O perigo das OSs
A Bancada do PT na Assembleia Legislativa e os representantes dos trabalhadores do setor denunciam o sucateamento da saúde no Estado e a parceria com instituições privadas já há alguns anos e, especialmente, durante a gestão Serra, que adotou as chamadas Organizações Sociais. Um dos exemplos mais citados do perigo da privatização é o caso dos laboratórios do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, cujo processo de terceirização integral foi suspenso antes da pandemia de gripe suína.
O SindSaúde cita o caso no Dossiê da Terceirização dos Laboratórios, lançado em 2007, e considera que “o sistema privado de saúde não estava preparado para enfrentar a pandemia, que foi centralizada nos profissionais que já estavam na rede pública. Se houvesse terceiriza-ção, eles poderiam ter sido transferidos ou estar ‘encostados’ em outros setores.’’.

