Max Ernst em São Paulo

Depois de ser um soldado alemão na Primeira Guerra Mundial, Max Ernst, o garoto que aprendera a pintar copiando paisagens de Van Gogh, passou por uma breve fase cubista após a guerra. No ano seguinte, 1919, fundou o grupo Dada em sua terra natal (Colônia) e se propôs a destruir todos os valores estéticos de então. Foi uma tentativa de ruptura, uma reação contra uma sociedade falida e destruída moralmente pela Primeira Guerra Mundial.

Em 1922, emigrou para a França, onde conheceu André Breton e ingressou no movimento surrealista. O Surrealismo levou às últimas conseqüências o que seus criadores entendiam como “renovação da arte a partir da recusa à lógica e à moral da burguesia”. Assim como o Dadaísmo, jogou fora tudo o que até então era esteticamente aceitável. Ao lado de Louis Aragon, Salvador Dali e Man Ray, Ernst criou peças que até hoje chocam o público.

O mentor intelectual do Surrealismo, Breton dizia que Ernst era o “mais magnífico cérebro assombrado” do mundo das artes. O pintor alemão soube levar como poucos a premissa de que a obra deveria vir de um estado onírico, de sonho. Isto é, a pintura seria a manifestação do que os psicanalistas chamam de inconsciente.

Em seus quadros Max Ernst associava imagens de elementos demoníacos e absurdos com outros eróticos e fabulosos. Unia de forma irracional esses símbolos para expressar seu subjetivismo. Da mesma forma que em suas colagens, as esculturas mesclavam objetos cotidianos, como peças de automóvel e garrafas de leite, a blocos de cimento, que depois fundia em bronze. 

Serviço

Vale a pena conhecer e conferir, suas obras estão no MASP, Avenida Paulista, 1578. De 23 de abril a 18 de julho de 2010. Horários De terças a domingos e feriados, das 11h às 18h. As quintas das 11h às 20h. Ingressos: R$ 15,00. Estudantes: R$ 7,00. Gratuito até 10 anos e acima de 60 anos. Às terças-feiras a entrada é gratuita para todos.

Grazielle Medeiros - artista e educadora

Grazielle Medeiros - artista e educadora

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