Semestre tem recorde de vagas de emprego

Ministério do Trabalho divulgou nesta quinta-feira, 15, balanço de geração de postos de trabalho com carteira assinada

Ministério do Trabalho divulgou nesta quinta-feira, 15, balanço de geração de postos de trabalho com carteira assinada

Chegou perto de 1,5 milhão o saldo líquido de empregos criados no primeiro semestre deste ano em todo o país. Dese 2003, foram criado 13,2 milhões de empregos formais. O balanço – que contabiliza 1.473.320 vagas – foi divulgado nesta quinta-feira, 15, pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, que considera os primeiros seis meses de 2010 os melhores da história do Caged. Levando em conta apenas o mês de junho, a geração de empregos com carteira assinada superou as demissões em 212,9 mil.

Os números para a primeira metade do ano são bem próximos ao que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, estimava. A meta do governo federal, no entanto, é atingir 2,5 milhões de empregos novos, já descontadas as demissões, chegando a um saldo total de 15 milhões de empregos durante o governo Lula.

O resultado de junho interrompeu uma série de cinco meses de recorde. Mas o ministro destacou que, apesar do número mais baixo no mês passado em relação a meses anteriores, não se trata de uma queda na geração de vagas.

“Não houve redução. Aliás, o número é mais do que o dobro do gerado em 2009, mas é claro que está havendo acomodação na contratação”, justificou, acrescentando que parte deste movimento deve-se ao término de obras da construção civil e parte pode ser atribuída à diminuição de contratações no setor de serviços, em especial, de educação, por conta das férias escolares.

Conforme o Caged, dentre os oito setores da economia, seis mostraram recordes para o período: serviços, com 490.028 postos, seguido de indústria da transformação (394.148), construção civil (230.019), comércio (144.135), serviços industriais de utilidade pública (9.862) e extrativa mineral (8.801). No segmento de serviços, o campeão da lista, o bom desempenho originou-se da elevação recorde em cinco ramos: comércio e administração de imóveis (178.201), alojamento e alimentação (115.057), transportes e comunicações (76.681), serviços médicos e odontológicos (42.830) e instituições financeiras (14.952). Na área da indústria, o comportamento favorável decorreu da expansão recorde em setores como produtos alimentícios (54.982), metalurgia (53.246 postos), têxtil (51.477) e material de transporte (37.245).

 

 

 

 

Comentários