Casos de gripe suína aumentam no Brasil

No nível de alerta internacional de número 5, a OMS não recomenda o uso de máscaras por pessoas saudáveis
Até o último levantamento do Ministério da Saúde, divulgado na quarta-feira, 15, haviam 1.175 casos confirmados da gripe suína no país, a Influenza A (H1N1). Na quinta-feira, 16, subiu para 11 o total de óbitos no país. Em um dia, foram confirmados sete casos em três estados – um no Rio, um em São Paulo e outros cinco no Rio Grande do Sul. Duas das mortes ocorreram em Osasco. Não há casos confirmados em Itapevi. De acordo com o Ministério da Saúde, é esperado um aumento no número de casos da nova gripe, mas não só dela, e sim de todos os tipos de gripe, como ocorre todos os anos. Isso porque é inverno no Hemisfério Sul e as baixas temperaturas favorecem circulação dos diversos tipos de vírus influenza, os causadores da gripe, incluindo o novo H1N1. Confira uma sequencia das principais dúvidas referente a gripe suína, respondidas por especialistas do Ministério da Saúde.
A nova gripe é mesmo parecida com a gripe comum?
Na gripe comum, a maioria dos casos apresenta quadro clínico leve e quase 100% evoluem para cura. A letalidade média no mundo é 0,4% e a quase totalidade dos óbitos é de idosos e crianças ou resultam de alguma complicação clínica prévia: pacientes com problemas respiratórios, cardíacos, renais, metabólicos, ou doenças como câncer e Aids. Na nova gripe, esse quadro se mantém. A letalidade média observada até o momento no mundo também é 0,4%. E segundo relatos dos países à Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria dos casos confirmados tem sintomas leves a moderados, evoluindo para cura.
Quais são as principais recomendações à população?
Como a nova gripe tende a se parecer com a gripe comum, a principal recomendação para os pacientes é que, ao sentirem sintomas como febre, tosse, dores musculares, coriza e dor de garganta, procurem o serviço de saúde mais próximo. Se os sintomas forem leves, o médico fará as recomendações necessárias para isolamento domiciliar, período de afastamento de trabalho e vai prescrever o tratamento dos sintomas. Nesses casos, não será feita confirmação por exame laboratorial. Se o quadro clínico inspirar cuidados ou for grave, indicando necessidade de internação, o paciente será encaminhado para um dos 68 hospitais de referência.
Como se contrai a nova gripe?
Se contrai a doença por meio de gotículas de saliva. Pode-se ter contato com essas gotículas pela respiração (cerca de 1 metro e meio da pessoa infectada), tosse e por meio de secreções que estão nas mãos e são levadas aos olhos e a boca.
Afinal, quais são os sintomas da doença?
Os mesmos da gripe comum: febre alta, tosse, nariz escorrendo, dor no corpo. Em alguns casos, pacientes relataram terem sofrido diarreia.
Qual a diferença entre uma gripe comum e a gripe suína?
Clinicamente, é impossível separar uma coisa da outra. O que os especialistas dizem é que a gripe suína acomete mais os pulmões. A pessoa infectada sofre mais falta de ar que no caso da gripe comum, que afeta mais os brônquios e vias aéreas superiores. A diferença só é confirmada a partir de exames laboratoriais.
Há motivo para pânico?
No momento, não, mas não se pode prever o comportamento do vírus, que ainda é pouco conhecido pelos cientistas. É bom lembrar que a gripe comum também pode matar.
Quem deve fazer o exame?
A confirmação por exame laboratorial será feita em casos graves ou em amostras, no caso de surtos localizados. Não serão realizados exames em todas as pessoas com sintomas de gripe.
Houve um caso de gripe suína na minha empresa ou na escola do meu filho. O que devo fazer?
Se tiver sintomas, procure o serviço de saúde mais próximo e siga as recomendações, como isolamento domiciliar.
Para quais casos é recomendado o uso de máscaras de proteção?
Os equipamentos de proteção individual, como máscaras, devem ser utilizados por pessoas que apresentam os sintomas e pelos profissionais envolvidos no seu atendimento e na inspeção dos meios de transporte nos quais eles se encontravam. No nível de alerta internacional de número 5, a OMS não recomenda o uso de máscaras por pessoas saudáveis.
No nível de alerta internacional de número 5, a OMS não recomenda o uso de máscaras por pessoas saudáveis.

