Senador do PSDB na mira do Conselho de Ética do Senado

Artur Virgílio (PSDB) é acusado de ter recebido dinheiro de Agaciel Maia durante viagem à Europa
Em resposta à decisão do PSDB, que entrou no dia 28 com três representações no Conselho de Ética contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), o PMDB prometeu nesta quarta-feira, 29, apresentar representação contra o líder tucano, Arthur Virgílio (PSDB), logo no início dos trabalhos legislativos, na próxima semana.
O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, afirmou que a decisão tomada pela bancada peemedebista representa um ato de “reciprocidade” pela decisão dos tucanos de transformar em representações as denúncias anteriormente apresentadas por Virgílio ao Conselho de Ética contra Sarney. Renan acrescentou que uma coisa eram as denúncias feitas por Virgílio, “que se colocou na vanguarda deste movimento contra o presidente Sarney”, e outra é o peso que o PSDB dá a este movimento quando assume partidariamente as ações tomadas pelo líder tucano. O líder peemedebista ressaltou que a postura tomada pelo PSDB pode criar uma situação política ainda mais grave no Senado. Ele admitiu, por exemplo, que o movimento adotado pelo tucanos pode gerar outras decisões partidárias tomadas por outras bancadas. “Essas representações [do PSDB contra Sarney] são uma insensatez completa”, reforçou o líder peemedebista.
Entre outras irregularidades, Arthur Virgílio é acusado de manter em seu gabinete um funcionário do Senado, recebendo salário, enquanto fazia um curso no exterior. O tucano também é acusado de ter recebido dinheiro do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia durante viagem com a família à Europa.

