Governadora Yeda Crusius (PSDB) do RS será investigada por CPI

Yeda está sendo investigada por possível fraude de desvio no valor de R$ 44 milhões do Detran
Trinta e oito dos 55 aliados da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), aderiram nesta quinta-feira,6, à proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades no Executivo.
O requerimento foi elaborado pela bancada do PT no início de maio, depois de a revista Veja publicar transcrições de conversas entre o ex-representante do governo gaúcho em Brasília, Marcelo Cavalcante, morto em fevereiro, e o pivô da fraude do Detran, Lair Ferst, indicando que Carlos e Yeda Crusius teriam pago R$ 400 mil “por fora”, com dinheiro do caixa dois da campanha de 2006, na compra de um imóvel. O casal Crusius nega a irregularidade.
Para integrar a CPI, os defensores do governo pediam um fato diferenciado que surgiu na quarta-feira, 5, quando o Ministério Público Federal (MPF) anunciou que está movendo ação de improbidade administrativa contra Yeda e mais oito pessoas, com pedido, inclusive, de afastamento do cargo e de bloqueio de bens.
O MPF investiga os desdobramentos de suposta fraude que desviou R$ 44 milhões do Detran do Rio Grande do Sul no final de 2007.
Ainda na quinta-feira, a governadora acusou os seis procuradores da República que pediram seu afastamento de terem armado um circo político e de extrapolarem suas funções, deixando que eventuais desejos políticos pessoais contaminassem seus papéis de defensores do direito. A governadora gaúcha desafiou o Ministério Público Federal a se manifestar, como instituição, sobre os “excessos” que seus integrantes teriam cometido.

