Inflação desacelera e atinge menor nível desde 2006

Com aumento do PIB, atividade das indústrias fica fortalecida

Com aumento do PIB, atividade das indústrias fica fortalecida

A inflação no Brasil reduziu-se de 0,24% em julho para 0,15% em agosto, o menor nível desde agosto de 2006, quando havia ficado em 0,05%, informou nesta quinta-feira (10) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) (veja gráfico ao final do texto). Os dados se referem ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial de preços, usado pelo governo para definir suas metas anuais de inflação. Para 2009, o objetivo do governo é uma inflação anual de 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos percen-tuais para mais ou para menos.

Outra boa notícia divulgada pelo IBGE na sexta-feira (11) é que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,9% no segundo trimestre deste ano, em relação ao primeiro, para R$ 756,2 bilhões. Em relação ao segundo trimestre de 2008, houve queda de 1,2%. O PIB é um dos principais indicadores do potencial da economia de um país. Ele revela o valor (soma) de toda a riqueza (bens, produtos e serviços) produzida por um país em um determinado período, geralmente um ano. Isso inclui do pãozinho até o apartamento de luxo.

Com isso, o país pôs fim a um ciclo que tem sido chamado de “recessão técnica” - caracterizada pela queda do PIB por dois trimestres seguidos. Isto significa que o país encerrou um momento de retração. No primeiro trimestre deste ano, a economia brasileira havia caído 0,8%, logo após uma queda de 3,6% observada no quarto trimestre de 2008. A notícia de que o Brasil saiu da recessão já era esperada pelo mercado, pois o governo já dava sinais de otimismo.

Segundo o IBGE, contribuiu para este resultado a alta de 3,3% no rendimento real dos salários no segundo trimestre de 2009. Ainda, as operações de crédito para pessoa física cresceram 20,3% no período.

Para o fim do ano, o mercado espera, em boletim divulgado pelo Banco Central, que o PIB brasileiro termine com queda de 0,16%. Para 2010, a previsão é bem mais positiva, de expansão de 4%. Otimista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que espera uma expansão de 5% para a economia brasileira no ano que vem, impulsionada pelo aumento do emprego no país.

 

Comentários