Dona Maria do Sacolão: uma lição de coragem e trabalho

Dona Maria, com o filho Washington Silva Machado e a neta Maria Eduarda

Dona Maria, com o filho Washington Silva Machado e a neta Maria Eduarda

Quem conhece Maria Imacu-lada da Silva Machado, a Dona Maria do Sacolão Bela Vista, no Centro de Itapevi, sabe que a itapeviense é sinônimo de trabalho e determinação. Ela chegou à cidade quando a área do ItaShopping não passava de um terreno cheio de mato, terra e entulho. “Lembro-me que ao cair uma fraca chuva, todo o centro já inundava. Agora tudo mudou, graças a Deus”, diz. Mesmo com as dificuldades, ela não desistiu. Acompanhada do marido Geraldo Domingos Machado, neste período, sua rotina sempre foi acordar cedo, e nos dias de feira, a labuta começava já na madrugada.

“Nós morávamos em Minas Gerais, porém meu marido na época trabalhava em uma firma que o transferiu para o Rio de Janeiro e depois para Itapevi”. Com Geraldo, veio toda a família. “Enquanto ele trabalhava na empresa, eu ficava na barraca que tinha montado próximo ao local onde hoje funciona a Caedu Modas”.

Ela conta que no começo vendia temperos, mas depois passamos a comercializar caldo de cana, entre outras coisas. Depois disso, Dona Maria também tomou conta de um bar, no bairro Bela Vista. “Foi quando cansei e resolvemos trabalhar na feira. Passamos a ter nosso espaço e depois de um tempo também abrimos o Sacolão”, relata.

Atualmente, o casal, juntamente com os dois filhos, mantém uma barraca na feira e o sacolão, que já existe há 20 anos. “Gosto de trabalhar, de conversar, de conhecer novas pessoas e todos me respeitam muito”, destacou.

Apesar de se dedicar ao trabalho, a vovó Maria também faz questão de estar com a família e dar atenção especial aos netos.

 

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