Crônica e Poesia

Poema maldito

Maldito seja este poema!
Onde estão todas as angústias que vivi
Situações insólitas que sofri
De alguém que não teme a vergonha de desabafar
Sozinho, escondido, em silêncio chorar

Madito seja este poema!
Cheio de devaneios ilusões banais
Que me mostram a sina, o "desconcerto do mundo"
Mundo este que pessoas como eu renegam
Não se curvam mesmo sem ter como mudar!

Maldito! Maldito seja este poema!
Que não me faz poeta e sim transtornado
Que perdeu a elegância de sensibilizar
E inutilmente fez da arte de fazer poesia
Maneira de lamentar, reclamar, choramingar

É chegada a hora derradeira, abençoada
Em que termino essa obra tão amaldiçoada
Pego a folha escrita com lágrimas de sangue
E queimo com o fogo da revolta em meu coração
Para que nunca um poeta tenha medo de lutar


Eduardo Luiz Silveira
é poeta e cronista