Som do Marcão

O OSCAR E NÓS

Ocorre amanhã (29/02) a tradicional e chatinha entrega do Oscar. E mais uma vez, um filme brasileiro concorre ao prêmio máximo do cinema. "Cidade de Deus", está indicado em quatro categorias, inclusive tendo uma surpreendente indicação para melhor diretor com o Fernando Meirelles, que por sinal fez um excelente trabalho e merece esse reconhecimento.
Sinceramente, torço pra que o filme ganhe alguma coisa. Seria excelente pro cinema nacional, que há tempos vem mostrando que está em uma fase esplendorosa com produções de altíssimo nível e parece ter saído de vez no buraco que andou pelos anos 80 e princípio dos 90, onde (com raríssimas exceções) só se produziu porcarias.
O problema é que o Oscar é uma festa de americanos para americanos. E isso não é nacionalismo barato não. Vamos pegar por exemplo a categoria de Efeitos Especiais (minha predileta). Onde mais no planeta se faz filmes com recursos visuais tão sofisticados que você fica na dúvida se aquilo é real ou não?
Quem assistiu a trilogia do Senhor dos Anéis deve concordar comigo. Em nenhum momento dá pra perceber que o Gollum é um ser 100% digital. (Quem não assistiu que alugue o vídeo porque não vou ficar explicando quem é Gollum, né?!).
Quando George Lucas da Guerra nas Estrelas resolveu retomar sua saga, a Sun Microsystems (fabricante de computadores) criou um supercomputador especialmente pra ter capacidade de processamento pra realizar as tomadas de efeitos idealizadas pelos roteiristas do filme.
Hollywood é uma indústria, e só pra ter um ar "politicamente correto" premia de vez em quando um estrangeiro (europeu) como melhor ator, atriz ou diretor. Quase sempre não foge de olhar para o próprio umbigo. E a categoria de melhor filme estrangeiro só existe para continuar com essa politica do correto. Até porque, americanos odeiam filmes com legendas.
Portanto, crianças, não esperem muita coisa do nosso Cidade de Deus, mas como não podia deixar de ser no país do futebol, estaremos na torcida. Aliás, o Cidade de Deus merece o Oscar só por causa daquele cena/diálogo de duas donas de casa sobre as funções sexuais de uma banana morna. Quem não assistiu, taí um belo motivo pra alugar o filme: o Oscar e a banana, hahaha!!!

O CARNAVAL E EU
Queridos, queridos... Nesses tempos de Oscar lá nos EUA, temos que celebrar a nossa brasileiríssima festa mais popular do planeta, o Carnaval. O povo esquece dos problemas e cai na folia na sexta pra voltar ao normal (e às vezes se arrepender) só na quarta de cinzas.
Nada contra, acho um barato. Mas, as televisões tinham que ficar só nisso durante esses dias todos? Maria Clara, Carnaval; Zé Dirceu Carnaval; frangão do goleirão alemão Carnaval. Chega uma hora que enche o saco, né?!
Podia parar o desfile por um tempo (como é no futebol) e depois voltava. Tipo assim, uns 45 minutos de intervalo. Aí passava uns video clips, uns documentários sobre os cangurus da Austrália, sei lá... hahahahaha
Qué isso! Tô brincando! espero que todo mundo tenha curtido mesmo e se divertido a valer. A gente precisa. E parabéns pra Gaviões e a Mancha Verde! Continuem a se preocupar com samba e deixem o Tricolor a vontade com a Libertadores e o Paulistão, hehehehe!!
Falando nisso, sei uma piada sobre a história do boneco da Gaviões e o relógio do sambódromo, mas não vou dizer... É muita sacanagem, hahahahaha!!!

(Obs.: Curta a charge do Targino. O cara é bom ou não é?)

Marcão (Marco Guilherme) é professor de informática em Itapevi e músico.
Mensagens podem ser enviadas para profmarco@elyteonline.com.b
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