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O ESTRANHO MUNDO DE MICHAEL JACKSON
Em
meados dos anos 60 um grupo formado por cinco irmãos tomou de assalto
as paradas norte americanas. Era o Jackson Five, formado pelos irmãos,
Marlon, Jermaine, Tito, Jackie e Michael, que acabaria por ser tornar
o mais famoso deles.
Eles sofreram um pouco para alcançar o status de megastars que
almejavam, mas quando o sucesso veio, a banda chegou ao ponto de até
estrelar desenho animado na TV, no início dos anos 70.
Era fácil de notar a habilidade e o talento do pequeno Michael
à frente do grupo. Portanto, não demorou para que ele despontasse
numa sólida e vitoriosa carreira solo que começou com o
lançamento de Off The Wall em 1979, inaugurando a fantástica
parceria com Quincy Jones que renderia, três anos mais tarde, o
disco mais vendido de todos os tempos: o sensacional Thriller, em 1982.
Vídeo clipes super produzidos, coreografias alucinantes e uma competência
musical inquestionável, fizeram de Michael o rei do pop e o maior
artista que os EUA e boa parte do mundo tinham visto em ação
até então. O famoso passo Moonwalk (aquele em que ele desliza
de costas) foi tão cultuado e copiado que gente como Fred Astaire
foi procurá-lo para aprender detalhes sobre a dança.
Shows mirabolantes, efeitos especiais criados especialmente para suas
apresentações, idolatria em regiões tão distintas
quanto a China e o Brasil, tudo seguia o seu curso normal, até
o cara começar a ficar branco (!!!)
A princípio, eram problemas de saúde (o vitiligo), depois
era sensibilidade a luz. A cada momento surgiam mais e mais explicações
absurdas para o embranquecimento do cara. Logo, os cabelos começaram
a alisar, depois foi o nariz que começou a ficar fininho. O cara
simplesmente dava a impressão de não aceitar sua condição
de negro.
Apesar
de absurdo, até aí o povo (de uma certa forma) entendia.
Pichavam o cara de doente, louco, esquisitão, bichona... Veio o
casamento com a filha do Elvis Presley, Lisa-Marie, todo mundo insinuando
que era tudo fachada. Ela jurava que não, mas a união não
durou um ano. Depois, os filhos com a enfermeira, que diz hoje terem sido
concebidos por inseminação artificial. Shiiiiiiii!! Sei
não...
Mas quando a coisa descambou para o abuso de crianças, o mundo
do rei do pop caiu. A primeira acusação foi em 1993 e só
não rendeu mais pano pra manga, porque os pais do garoto em questão
fizeram um acordo de 20 milhões de dólares pra esquecer
a história.
Até que no final do ano passado começou tudo de novo. Primeiro
veio o documentário do britânico Martin Bashir onde Michael
admitiu com todas as letras que achava normal dormir com crianças.
Que não via nada de sexual naquilo. Dizia que ele mesmo, apesar
dos 40 anos, se sentia um eterno menino de 12 (!!!).
Daí pro escândalo foi um pulinho. Sua equipe chegou a fazer
um documentário-resposta dizendo que as afirmações
de Michael haviam sido deturpadas e tiradas de contexto. Mas o estrago
já estava feito...
Quando veio nova acusação de abuso, quase nem houve tanta
surpresa assim. É como se todos apostassem que outra encrenca envolvendo
Michael e crianças fosse questão de tempo. E foi. O problema
é que a nova acusação tem um agravante: segundo depoimentos
do garoto, Michael embriagava as crianças com vinho e depois se
aproveitava delas. Se isso for verdade, ferrou... (pra não escrever
um palavrão).
O
cara pode pegar até vinte anos de cadeia! E convém lembrar
que, ao contrário do Brasil, nos EUA parece haver um prazer mórbido
em condenar uma celebridade até que se prove o contrário.
É como se houvesse uma torcida pro cara ser culpado. Aqui não,
só porque o cara é artista, a primeira reação
é acreditar em inocência.
É uma pena que nisso tudo, o mais importante tenha se perdido.
A música de Michael Jackson não é empolgante já
faz muito tempo. Acho que a última coisa legal que ele fez foi
o disco Bad, no longínquo 1987, e Moonwalker (a canção)
que tem um riff sensacional. De lá pra cá só babas
como Heal The World (da baleia do Free Willy), You Are Not Alone ou esquisitices
como Invencible, um enorme fracasso comercial. É, verdadeiramente
uma pena!
LAMENTAÇÕES SÃO PAULINAS
Do céu ao inferno em uma semana! É essa a sensação
pros são-paulinos que, como eu, vibraram com a possibilidade de
jogar o Corinthians na segundona. Aí vai pegar o São Caetano
e toda um "sapeco" daqueles... Não dá pra entender!
Agora tenho que ficar agüentando piadinhas do tipo "O São
Paulo levou uma semana pra entender os gritos da torcida no jogo com o
Juventus: Entrega! Entrega! Foi entregar pro São Caetano"
É mole? Agora vamos acompanhar a Libertadores, que é o que
realmente importa!
Marcão
(Marco Guilherme) é
professor de informática em Itapevi e músico.
Mensagens podem ser enviadas para profmarco@elyteonline.com.br
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