Crônica e Poesia

Meu silêncio

No dia em que eu souber me esquivar
O mundo não terá a voz que clama
Maneiras de insistir e lutar
Meus devaneios serão como a efêmera luz do choro
A distância inacessível que não pude conquistar

No dia em que eu deixar de me iludir
Com os sonhos que acredito e que anseio a todo instante
Encontrarei uma maneira de seguir
Esquecendo tudo aquilo que a mim fôra importante
Aprendendo o abandonar e desistir

No dia em que eu tiver vontade de falar
Lembrarei das inverdades dessa vida e da existência
Que às vezes não podemos declarar
Tudo aquilo que transforma honestidade em indecência
O que nós vemos, e fingimos não olhar

E no dia em que não tiver nada a dizer
Não farei esforço algum para encontrar ou imaginar
Nem palavras nem poemas a escrever
Será o dia em que um poeta simplesmente irá calar
Por que me cala? Pouco importa ou ineteressa saber!

Eduardo Luiz Silveira
é poeta e cronista

 

Coisas certas

Tentei fazer as coisas certas,
embora seja tão falho
Mas se puder ter um pouquinho
de felicidade, que me importa viver?

Pedi tanto ao Senhor
para as pessoas serem felizes
Não tive preconceito
Nem de rico, nem de pobre
Nem de preto, nem de branco
Todos são filhos de Deus
Mas queria eu também ter,
Enquanto viver,
Um pouquinho de prazer
e de felicidade

Durval Piovezan
é poeta e cronista