Contando História
Ayrton Correa

OLHA O JARDIM
PORTELA E.C. AÍ, GENTE!

Justiça seja feita. Se reclamei quando ele não aparecia, nada mais justo que falar dele e contar um pouco de sua história, agora que é notícia. Isso mesmo. Não faz muito tempo, reclamei da ausência do Jardim Portela Esporte Clube nos noticiários esportivos de nossa cidade. Disse, na ocasião, que os bairros, em sua maioria, tinham representantes nos eventos esportivos do município. E perguntei por onde andava o JPEC, que não aparecia entre os participantes.
Reclamei, porque não aceitava a idéia de que um bairro importante como o Jardim Portela não tivesse, nos esportes, um representante à altura. Inadmissível!
Sei que não foi por causa da minha reclamação, mas o fato é que o Portela começa a aparecer. Começa bem. Participando e vencendo. Como nos velhos tempos, diriam os mais antigos.
Tudo isso graças ao empenho de sua diretoria e à colaboração de seus sócios e atletas, tenho certeza. Não precisam nem dizer das dificuldades que enfrentam no dia-a-dia. Do tempo de folga que dedicam às coisas do Clube. Dos problemas que têm de resolver para que tudo dê certo.
Eu sei que não é fácil. Acho até que os problemas de hoje são mais complexos do que os enfrentados nos primeiros anos de sua fundação. Lá pelos anos 70. Quando a primeira administração conseguiu um terreno para a construção do tão sonhado campo de futebol. Construído em terreno doado e com a colaboração dos moradores do bairro. Construído ali em frente da chácara do japonês. À beira do rio. Onde um bom número de moradores se reunia em dias de jogos. À sombra dos bambuzais. Futebol, truco e samba.
Conseguiu uma sede provisória. Alugada e mantida com as mensalidades pagas pelos sócios e atletas. Ali, na garagem da casa da dona Iria, ao lado da casa do seu Manoel Pinto. Torneios de dominó, truco e dama entre os associados. E muito bate-papo, até altas horas.
Montou um time, 1o e 2o quadros, com atletas, em sua grande maioria, do próprio bairro. Um time competitivo.
Tudo isso, ainda que pouco, conseguido às custas da dedicação de seus dirigentes e da valiosa colaboração da comunidade.
Não deixou muito para as próximas administrações, é bem verdade. Apenas um campo recém-inaugurado, carente de melhorias e uma sede provisória para reuniões e atividades sociais. Fora isso, muitos sonhos e projetos como, por exemplo, construção da sede própria, vestiários, campo de bocha, campo de malha, promoção de festas e campeonatos, times em diversas categorias e outras modalidades esportivas.
Lembro-me da primeira administração. Presidente - Roque Nicolau da Mata, 1o vice - Juventino Ferreira dos Santos, 2o vice - Walter Pinto Vasconcelos, 1o secretário - Rubens Silveira Lara, 2o secretário - Ayrton Corrêa, 1o tesoureiro - Joaquim de Freitas, 2o tesoureiro - Ranulfo Bispo dos Santos, diretor esportivo - Leonércio da Cruz, diretor social - Gilberto Biajante. E no conselho fiscal, presidente - João Nicolau Sobrinho e conselheiros, Amador Pereira Silva, Amadeu da Silva Santos, Cláudio Centalvi e José Vaz.
Por tudo isso, é muito gratificante ver o Portela de novo em evidência. Não sei se os sonhos e projetos foram levados avante. Sede própria, campo de malha, bocha, festas... O mais importante é que o Clube continua representando o bairro. Importante, também, é que hoje ele tem seu próprio campo, para suas atividades esportivas.
Não que um campo resolva todos os problemas, mas ajuda, e muito. É uma preocupação a menos.
Dificuldades sempre existirão. Tenho certeza, no entanto, que não serão impedimentos para que essa diretoria alcance seus objetivos.
Senhores dirigentes, parabéns pelo trabalho. Parabéns pelas vitórias. Muitas outras virão, não tenho dúvidas.

Ayrton Corrêa é aposentado e reside em São Paulo.
Morou 30 anos em Itapevi. E-mail: ayco@superig.com.br.