|
Livro
CARLINHOS
CONSEGUE
PUBLICAR LIVRO
Cotia - O compositor e poeta Carlos Eduardo Viviane,
o Carlinhos, deficiente físico, conseguiu finalmente publicar um
livro reunindo suas composições que agora aguardam um artista
famoso para gravá-las. Não é por acaso que a obra
de Carlinhos se chama: "Canções à Procura de
Intérpretes".
São 120 composições com temas abordando causas sociais,
religiosidade, deficiência, amizade, natureza, amor e desejo.
Carlinhos tem 28 anos e vive há 20 no Pequeno Cotolengo, instituição
especializada para portadores de necessidades especiais. Ele é
membro da ADROSP (Associação dos Deficientes da Região
Oeste da Grande São Paulo), com sede em Itapevi, e periodicamente
participa de palestras de conscientização em escolas e insitiuições
de assistênciasocial.
Progresso
Quando chegou ao Pequeno Cotolengo, aos sete anos de idade, Carlinhos
não falava e mal se movia. Hoje, ele já articula as
palavras com maior facilidade e melhorou sua locomoção.
"A minha garra vem da vontade de viver e de ser útil
à sociedade. Antes, me sentia inútil, hoje percebi
que tenho capacidade", disse Carlinhos.
A obra será lançada no dia 24 de julho, no Pequeno
Cotolengo, Rod. Raposo Tavares, km 25,5 - Granja Viana, Cotia. Fone:
4612-9629.
|
Poesia
Aviso
Eduardo Luiz Silveira
Cada criança que chora pela dor da chibata
Mostra o sinal de um perigo iminente
Esse filho que recebe a dor desde cedo
Amanhã pode acabar com a vida e o sonho de um coração...
Cada casal que se separa por ódio
Mostra o sinal de que num futuro não muito distante
Talvez não haja mais famílias, pais nem filhos.
Apenas mundos solitários num enfermo de perdição.
Cada árvore ou rio que é contominado,
É também o que se ganha e se perde com tudo isso,
Fatalmente, também mostra um triste e irrisório sinal.
Em meio a tanto luxo e riqueza podemos todos morrer de inanição.
E quando mais uma torre for destruída na noite de lua crescente.
Isso não será um sinal, mas apenas um aviso:
Depois das cinzas da catástrofe, alguém pode ter a idéia
de apertar um botão.
Mas não saberá ninguém para assumir a culpa
Pela humanidade que acaba de conhecer o seu fim.
E foi lançada no abismo da destruição...
Eduardo Luiz Silveira é poeta e cronista
|