Geral

PRESIDENTE LULA FAZ BALANÇO
DE UM ANO E MEIO DE GOVERNO


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros, aliados e presidentes de estatais se reuniram no dia 5 de julho numa solenidade que marcou um ano e meio de governo do PT

Brasília - Programas como Bolsa-Família e políticas na área de educação e saúde são pilares do governo no combate à fome e à miséria no Brasil, disse o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, durante balanço dos 18 meses de governo, em solenidade no Palácio do Planalto.
O programa Bolsa-Família, lançado em 2003, alcançou em junho de 2004 mais de 4 milhões de famílias em 5.461 municípios. O programa unificou todos os programas de transferência de renda do governo - Bolsa-Escola, Bolsa Alimentação, cartão alimentação e auxílio gás -, aumentando o valor do benefício de R$ 28 para R$ 75,43.

Educação
Na educação, o programa Brasil Alfabetizado, que superou a meta de atendimento em 2003 e colocou em processo de alfabetização 3,25 milhões de pessoas. O apoio aos alunos também foi lembrado. A merenda escolar atendeu, em 2003, 37,5 milhões de alunos e foi implementado em junho o Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar, para estudantes que vivem longe dos colégios.
O ministro José Dirceu destacou políticas de inclusão na universidade, como o Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), que atendeu 55 mil alunos. Citou ainda duas propostas que estão no Congresso Nacional e que visam promover o acesso de alunos carentes na universidade. Um deles é o Universidade para Todos, que destina bolsas de estudo em instituições de ensino superior privadas e o Sistema Especial de Reserva de Vagas para estudantes que cursaram escolas públicas, em especial negros e indígenas.

Saúde
Na área da saúde, o ministro destacou o programa Saúde da Família, que até abril tinha 3.200 novas equipes em ação. Citou ainda o programa de saúde bucal, Brasil Sorridente, e o Farmácia Popular, que vende medicamentos em média 80% mais baratos que nas farmácias convencionais.
O governo tem políticas para enfrentar epidemias e endemias, como a dengue. O Brasil reduziu o número de casos da doença em 56,5% em 2003 em comparação ao ano de 2002. O país também ampliou o atendimento aos soropositivos. Em 2003, foram realizados 250 mil atendimentos nos serviços de HIV/Aids, que incluem hospital-dia, serviço de ambulatório especial e assistência domiciliar terapêutica.

Resultados do Fome Zero

Até junho de 2004, foram adquiridas 11 mil toneladas de grãos (arroz, feijão, milho, trigo), leite em pó e farinha de mandioca, de 60 mil agricultores familiares. Foram distribuídas 1,5 milhão de cestas de alimentos, atendendo 234 mil famílias de trabalhadores sem-terra, 15 mil famílias de 150 comunidades remanescentes de quilombos, 35 mil famílias de 89 comunidades indígenas, 6 mil famílias dos atingidos por barragens e 108 mil famílias atingidas por enchentes ou seca. Entre janeiro de 2003 e abril de 2004, as doações para o programa em dinheiro e equipamento chegaram a R$ 25 milhões.

Fonte: www.radiobras.gov.br. Texto de Luciana Vasconcelos (repórter)
Foto: José Cruz (ABr)

Educação

PARA ESTUDANTES, FOME
E MÁ DISTRIBUIÇÃO DE RENDA
ACIRRAM DESIGUALDADE SOCIAL

Brasília - Os jovens que fizeram a prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio no ano passado (Enem/2003) acreditam que a desigualdade social é a maior causa da violência no Brasil. A fome, a má distribuição de renda e a favelização das cidades foram apontadas como fatores que acirram o processo de desigualdade e provocam violência na sociedade.
A pesquisa foi divulgada hoje à Agência Brasil pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, do Ministério da Educação (Inep/MEC), responsável pela aplicação das provas de redação. No ano passado, o tema foi: “A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo?”. Mais de 600 professores corrigiram os textos de 1,2 milhão de alunos, transcrevendo os trechos em comum. A falta de escolaridade e a desestruturação familiar também foram citadas pelos estudantes como causas do problema da violência.
Para a socióloga Maria Stella Grossi, professora da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Brasília (UnB), o fato de os estudantes apontarem a desigualdade social como uma das causas da violência demonstra certa maturidade no modo de encarar a questão. Segundo ela, os jovens costumam colocar a culpa pela violência na situação de pobreza da população.
“É uma forma um pouco mais sofisticada de os jovens perceberem o problema. Significa uma compreensão um pouco mais complexa da questão, porque acaba condenando a população pobre como sendo geradora de violência”, avalia a socióloga, que estuda a opinião da sociedade sobre a violência há mais de 10 anos.
De acordo com ela, mesmo com o avanço é preciso chamar a atenção para o surgimento, cada vez maior, das camadas médias e ricas da sociedade nas estatísticas de violência, não apenas como vítimas, mas como protagonistas. “É um fato para o qual precisamos estar atentos, porque senão poderá levar à idéia, ainda um pouco direcionada, de que quem é negativamente contemplado, ou negativamente privilegiado, gera a violência”, alerta a especialista.
Outro ponto que Stella ressalta é o fato de os jovens detectarem a falta de escolaridade como uma das causas da violência. “Não é tanto a falta de escolaridade, mas sim a falta de escolas, o que pode significar uma lacuna, cujas conseqüências, mais imediatas ou mais remotas, podem ser geradoras de comportamentos violentos”, explica.
O Enem acontece todos os anos e tem o objetivo de avaliar a qualidade do aprendizado dos alunos que estão terminando o ensino médio, ou que já se formaram e querem testar seus conhecimentos.

Fonte: Agência Brasil
Marina Domingos (repórter)

ADULTOS VOLTAM À ESCOLA

Brasil - Brasileiros com mais de 25 anos que não chegaram a concluir o ensino fundamental ou médio estão voltando para a escola.
É o que revela pesquisa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação, com base em dados do Censo Escolar.
O estudo mostra que aumentou em 42% a matrícula de alunos com mais de 25 anos de idade. Em 1999, havia no país 2,6 milhões de alunos de ensino fundamental e médio nesta faixa etária. Em 2003, esse número saltou para 3,7 milhões.
Especialistas explicam que esses dados indicam que o mercado de trabalho está exigindo mais escolaridade na hora de contratar ou promover funcionários.