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Eduardo
Luiz Silveira
Filhos são anjos
São demônios rebeldes
São prodígios insanos
Virtuosos e errantes
Devotos e infiéis
Filhos são orgulho
E também decepção
Despertam alegrias
Desatinam angústias
Destroem e edificam sonhos
Filhos são a ruína
Ou o esteio da família
Feliz daquele que a ampara!
Ai daquele que a abandona
E abençoado o que constrói...
Ainda que eu fosse único
Dentre filhos aos milhares
Tendo inúmeras virtudes
Não sou mais que um infeliz
Se eu semeio algum desgosto...
Digo então seio materno:
"O que a faz mãe desgostosa?"
Eu preciso compreender
O que faz esse poeta
Ser um filho miserável!
Eduardo Luiz Silveira é poeta e cronista
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