:: Opnião - Dra. Ruth Banholzer

MORALIZANDO A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Moralidade administrativa é o nosso primeiro objetivo à frente da Prefeitura Municipal de Itapevi. Aprendemos que honra, dignidade e conseqüente honestidade, são exemplos que devem vir de cima. É por isso que as primeiras noções de moralidade recebemos em nossas casas, dos nossos pais, e depois nos bancos escolares, dos nossos professores. Eles nos ensinam escudados em sua autoridade moral e desde cedo aprendemos a obedecê-los.
O administrador público pega o trem andando, assume o lugar do condutor, precisa saber quem está transportando nos vagões (de cargas) as condições técnicas da locomotiva, dos freios, e o estado de conservação dos dormentes que sustêm os trilhos.
O nosso primeiro decreto (de número 4.229 e datado de 1º de janeiro de 2005) deixa claro quais são as regras e procedimentos que a partir de agora deverão ser obedecidas pelos servidores municipais efetivos e contratados, de todos os níveis, quanto aos aspectos relativos à moralidade, legalidade, economicidade e eficiência pública.
Traduzindo em miúdos, em nossa administração, cada centavo arrecadado será revertido em serviços e obras para o povo e todos os nossos atos, da prefeita, dos secretários, dos chefes de departamentos e dos funcionários municipais serão norteados pela mais absoluta legalidade. Nenhum deslize, pequeno ou grande, será relevado. Confio em todos e tenho certeza de que os servidores municipais foram os primeiros a aplaudirem o meu decreto. Porém, se existe alguém a quem o uso do cachimbo deixou a boca torta, previna-se, ponha as barbas de molho; meu conselho é que adapte-se rapidamente à nova filosofia de governo de nossa cidade.
Exoneramos dos quadros da prefeitura os servidores que exerciam cargos em comissão de livre nomeação e exoneração, cujas vagas só serão preenchidas se reveladas de absoluta necessidade. E todos os funcionários concursados que ocupavam cargos comissionados, determinanos que retornassem aos seus cargos de origem.
Os contratos da prefeitura em vigor com concessionários, prestadores de serviços, e fornecedores de bens e materiais estão suspensos por até cento e oitenta dias.
Em suma, através de uma comissão de administradores
de minha confiança, por mim presidida, tudo será auditado na prefeitura, presente e passado, e as contas controladas. Todas as contas, sem exceção, não importa o valor. Espelhamo-nos no exemplo do prefeito Graciliano Ramos, que no comando de sua cidade, exigia que até as folhas de papel carbono utilizadas pelos datilógrafos, tivessem os seus valores, ínfimos que fossem, lançados no caixa diário da prefeitura. Esse extremo rigor com as contas públicas não impediu que o mestre Graciliano se tornasse imortal, como escritor e humanista, celebrado no mundo inteiro.
Nossa administração é transparente como o vidro translúcido e damos conta dos atos da prefeitura pelos meios disponíveis de divulgação, incluindo artigos como este, que é o primeiro. Uma atenção que devo ao povo de Itapevi, para que acompanhe, passo a passo, a moralidade da administração deste novo tempo.

Dra. Maria Ruth Banholzer,
prefeita do município de Itapevi