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Eduardo Luiz Silveira
Eis que está para nascer o messias,
Que há de destruir os canhões, mísseis e
_______________[espadas.
Paralisar o dedo que pressiona o gatilho,
Ferir a mão que violenta, tortura e
_______________[assassina...
Eis que está para nascer o messias
Que acabará com as diferenças entre
_______________[povos e nações;
Que abrandará o coração perverso dos
_______________[corruptos e desonestos;
Que brotará em nossos campos lavrados
_______________[o fruto da justiça.
Eis que está para nascer o messias
Que dará de comer e de beber aos
_______________[necessitados,
Que trará fartura e prosperidade aos que
_______________[estão na miséria,
Que abrirá horizontes de felicidade a todas
_______________[as pessoas.
Teremos tudo isso quando a manjedoura
que existe em nossas vidas
Acolher em seu berço o messias
que o mundo ainda espera.
O sentimento que jaz frio e congelado em
_______________[um tempo de trevas.
O amor menino e inocente, ainda distante
_______________[de nós.
Eduardo Luiz Silveira é poeta e cronista
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Elioenai Piovezan
Luz, luzir da manhã
Jaz, assaz, cheia de manha
de seus olhos, luz que assanha,
Ofusca. Que cegueira tamanha!
Aurora estupenda, que ganha
cada canto da terra e sua entranha
Obscura, agora, estranha
Tanta luz, lilás, azul e castanha
Tanto céu e mar de Espanha
Quixote que do moinho apanha
Mas que na imortalidade se banha
em águas juvenis e barganha
um lugar no cume da montanha.
Aurora dos tempos, que façanha!
Vem, menino Jesus, sem artimanha
preenche nossa alma enfadonha
com alegria hoje e sempre e amanhã
Elioenai Piovezan é jornalista e professor
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