:: Poesia
CHAGAS DO MUNDO

Eduardo Luiz Silveira

Aprisionam cidadãos temerosos em grades e janelas;
Espalham medo e terror nas ruas e avenidas;
Colocam os nossos filhos à mercê da marginalidade
E desatinam o medo...

Dominam a criminalidade que assola as cidades;
Colocam o perigo à espreita onde menos se espera;
De forma traiçoeira transformam pessoas dignas em reféns
E desatinam a violência...

Sentenciam ao exílio e à condenação os direitos da liberdade;
Calam e reprimem a voz de militantes revoltados;
Com o rigor do genocídio e da dominação usurpam a soberania de um povo
E desatinam intolerância, opressão e tirania...

Propagam fome e miséria, desigualdade e impunidade;
Olham as mazelas da sociedade com desdém e pouco caso;
Transformam opoder em um antro de incompetência e desonestidade
E desatinam a corrupção

Curá-las? - as chagas do mundo
Quantos de nós seríamos capazes?
Há em nós algum remédio que os faça sucumbir?

Eduardo Luiz Silveira é poeta e cronista