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Não,
você não errou de coluna no jornal. Esse aqui é o
Som do Marcão mesmo. Só que hoje resolvi falar de três
filmes "infantis" da brilhante parceria da Disney com a Pixar,
que produziram essas verdadeiras obras primas da computação
gráfica.
Apesar de eu sempre ter trabalhado com computadores e softwares, nunca
fui muito fã de filmes de animação feitos exclusivamente
com esses recursos. Contudo, depois que assisti a "Procurando Nemo",
meu conceito sobre esses filmes mudou.
A história do filme do peixinho laranja é uma verdadeira
lição edificante sobre superação de desafios,
preconceitos e problemas mil que as dificuldades da vida nos impõe.
E, apesar disso tudo, o filme tem seus momentos de puro "no-sense"
com a Dory, a "peixa" desmemoriada que ajuda o pai do Nemo em
sua busca. As tiradas delas são sensacionais.
Depois
do Nemo, foi questão de tempo pra descobrir o "Mostros S/A".
O roteiro também é bem edificante e a sacada dos monstros
terem pavor de crianças, garante ótimas gargalhadas. E a
menininha, (simplesmente chamada de Boo) apesar de irreal, é uma
graça.
O último que assisti foi "Os Incríveis", que sinceramente
merece um Oscar por sua trilha sonora que lembra bastante as dos filmes
do James Bond. A história em si, não é tão
legal quanto à do Nemo, por exemplo, mas todos os efeitos e a correria
compensam qualquer falha narrativa.
Um outro filme sensacional da Disney, mas já sem a computação
gráfica é "Lilo e Stitch". O fato do alienígena
ser
completamente alucinado e a menininha ser fã do Elvis já
garantiriam tudo, mas a história ainda é bem movimentada.
Bem, trouxe esse assunto aqui pro Som porque, na próxima sexta
(dia 20/05) o maior tesouro da minha vida, minha filhinha Nathalia, vai
completar cinco aninhos. E foi justamente por causa dela que descobri
esses filmes. Ela não se cansa de ver cada um deles e, evidente,
eu ou a mãe ou a avó ou a tia, temos que assistir juntos.
Com tantas complicações e correrias da vida, parar pra assistir
com o meu bebê virou uma terapia e nem ligo mais por já saber
de cor todas as cenas dos filmes.
Me
lembro, há muitos anos atrás, quando visitava meu amigo
Braz em sua casa e o filho dele ainda bem pequeno falava: "Pai, quero
assistir `Rei Leão´". Aí o Braz falava pra mim:
"É, Marcão... Um dia você vai ser pai e vai passar
por isso. Assistir um mesmo filme zilhões de vezes."
Realmente aconteceu do jeitinho que ele falou. Já perdi as contas
de quantas vezes assisti à esses filmes. Só que o que eu
não podia imaginar que seria tão bom curtir essas eternas
reprises no meu bom e velho vídeo cassete junto com a minha companheirinha
de quase cinco anos. Acho que sou um cara de sorte, apesar de tudo.
A TRADUÇÃO DO MARCÃO
Minha filha ainda não curte um som. Então, não tenho
como traduzir nada pra ela. Fica então pra próxima edição
uma tradução fresquinha, fresquinha pra vocês, OK?
Marco Guilherme é professor de Informática
e músico (professormarcao@terra.com.br)
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