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Geraldo Pereira
Os círculos nacionais e internacionais, principalmente,
estão radiantes diante da crise moral que está detonando
o PT, com a conseqüente queda de seus dirigentes até então
os mais expressivos, metidos ou com suspeita de estarem metidos, de uma
maneira ou de outra, em falcatruas as mais condenáveis. Não
se tem notícias de um só arranhão sofrido pelo ministro
da Fazenda, Antônio Palocci.
Preocupa - e muito - ao sistema a possibilidade de a Nação
eleger um homem que não esteja prefeitamente sintonizado com ele.
Daí a venda da imagem de Palocci, como um homem de moral exemplar
e com capacidade de salvar o País, sem falar que ele pertence ao
PT, o que torna mais vendável em termos de imagem.
Essa derrocada petista é um processo que há muito vem sendo
posto em prática pelo governo Lula, desde quando ele, traindo os
seus compromissos de campanha, mandou às favas os seus eleitores
e com indisfarçavel satisfação caiu nos braços
do mercado financeiro, que impôs o seu homem de confiança
no Ministério da Fazenda.
É preciso que o trabalhador entenda, fique sabendo, que ao sistema
financeiro, aos donos do dinheiro, não interessa o partido que
vai dirigir os destinos do Brasil. O que interessa aos donos do capital
é quem vai comandar as finanças. Neste sentido, o ministro
Antônio Palocci já deu provas inequívocas de que é
merecedor de toda confiança, tanto do capitalismo interno, quanto
do capitalismo externo. Palocci é o candidato natural deles, e
eles dominam a mídia, já deram início ao "produto
Palocci", a grosso a e retalho, como o salvador da pátria.
Esteja atento, leitor, para consumir doravante o produto, pela manhã,
tarde e noite, de domingo a domingo. Será a mais profunda lavagem
cerebral a que o nosso povo estará submetido.
Ao assumir a presidência do PT, o ex-ministro da Educação,
Tarso Genro, declarou que enquadraria os ministros do PT a informar ao
partido o que eles pretendiam fazer. 24 horas após foi obrigado
a declarar que Palocci é "inenquadrável". É
bom não esquecer que a ministra Dilma Roussef, ao assumir o Ministério
das Minas e Energia, abriu a boca cheia de entusiasmo e patriotismo e
declarou que os preços da gasolina iriam baixar. Palocci disse
não, porque as ações da Petrobrás na Bolsa
de Valores cairiam de valor, e a ministra passou como mentirosa. Agora
é a vez de Luiz Marinho, dirigente sindical, presidente da CUT
nomeado recentemente ministro do Trabalho. Ele, que é defensor
de um salário mínimo menos miserável do que esta
coisa que esta aí, já avisou que não entrará
em choque com a equipe econômica.
Se entrar perde! Com a equipe econômica de Palocci, do FMI, do capitalismo,
só o FMI e o capitaslimo têm vez.
É preciso muita vigilância para matar no nascedouro essa
tentativa perigosíssima para os trabalhadores e para a Nação
brasileira de fazer desse funcionário do sistema capitalista, presidente
da República. Estejamos alertas!
O PT tem dentro de seus quadros figuras patrióticas e nacionaslistas
dignas do nosso voto.
Geraldo Pereira é jornalista e membro do Sindicato
dos Jornalistas de São Paulo e da ABI (Assoc. Bras. de Imprensa)
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