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Quando começou a jogar futebol aos 16 anos com o professor Daniel,
da Escolinha da Prefeitura de Itapevi, Francisco Roberto dos Santos, o
Chicão, não imaginava que sua carreira o levaria à
Ásia, à Europa e para diversas partes do Brasil, para atuar
em equipes de 1ª e 2ª divisões.
Mas foi isso mesmo o que aconteceu. Chicão escondia um talento
de zagueiro que veio à tona em amistosos contra o Bragantino em
1995 e 1996. Aquele jovem nascido em Itapevi, na Cohab, tornou-se profissional
aos 17 anos, jogando no Osasco F.C, em 1997, no Campeonato Municipal.
De 98 a 2000, atuou no União São João (1ª divisão)
e sua primeira viagem ao exterior foi em 2001, indo à Dinamarca,
jogar pelo Aalborg Chang (equipe de 1ª divisão). Retornando
ao Brasil, atuou no Independente de Limeira, em 2002 e 2003, em duas temporadas.
Depois, em 2004, jogou no Social e no Democrata, ambos times de Minas
Gerais. Em 2004, jogou ainda pelo Grêmio Inhumas, de Goiás,
e pelo Arapongas, do Paraná.
CAVEIRA
Em meio a tantos clubes e campeonatos em andamento, Chicão sempre
separava um tempinho para vir jogar no Caveira, de Itapevi, o seu time
do coração, do qual ele guarda boas recordações.
Principalmente dos amigos como o Paulão, Gercindo, Dentinho, Marcão
e toda a diretoria do clube. Não foi por menos (amor à camisa
e aos amigos) que Chicão ajudou o Caveira a conquistar cinco campeonatos
municipais e três Copas dos Campeões.
INDEPENDÊNCIA
Sempre optando por uma carreira independente, ou seja, sem necessitar
de um empresário, Chicão se valeu mais uma vez de seus contatos
e amizades do mundo do futebol e enviou um vídeo pessoal em DVD
para o Hoa-Phat, clube do Vietnã. Não deu outra, o talento
de Chicão despertou o interesse dos vietmanitas e desde abril deste
ano o nosso zagueiro veio ajudando a equipe a sair da zona de rebaixamento,
sendo sua atuação amplamente divulgada nos jornais daquele
país.
Após uma paradinha aqui no Brasil, mais exatamente com a família
que mora na Cohab de Itapevi, Chicão se prepara para retornar ao
Vietnã para disputar a Copa da Ásia 2005, quando enfrentará
clubes de países como China, Japão, Tailândia, entre
outros. Depois ficará três meses se preparando na China para
a temporada de 2006, tendo assinado contrato até 2007.
PLANOS
Chicão, hoje com 26 anos, disse que não alimenta mais a
ilusão de jogar um dia na seleção brasileira. Quando
atuava no União São João chegou a ser sondado por
olheiros para a seleção brasileira de Sub-20.
Entre seus planos, ele sonha em cursar uma faculdade de Educação
Física e abrir sua própria escolinha de futebol, em Itapevi
mesmo, cidade da qual ele aprendeu a gostar e possui raízes bastante
profundas.
Cultura
Conhecer outros países e continentes como a Ásia e a Europa
contribuiu para que Chicão tivesse uma visão mais abrangente
do seu papel social no mundo. Presenciou cenas tristes, alegres e curiosas,
ele garante que não comeu carne de cachorro no Vietnã, como
é o costume local, mas aprendeu a respeitar ainda mais as diferenças
culturais de lugares tão afastados do Brasil. Suportou temperaturas
extremas como o terrível frio da Dinamarca e o sufocante calor
do Vietnã. Mas não troca o clima tropical brasileiro por
nada.
FILHO PRÓDIGO
No último dia 19, Chicão visitou a sede do Caveira, no Cardoso.
Matou saudades e armazenou energias para representar o vigor do futebol
brasileiro aos orientais. Boa sorte, Chicão, estaremos com você!
A FAMÍLIA CAVEIRENSE EM LUTO
CAVEIRA PERDE UM
DE SEUS FUNDADORES
Faleceu na madrugada de sexta (26/08), Beckenbauer,
um dos fundadores do Caveira, tradicional equipe do futebol de Itapevi,
sediada na Vila Dr. Cardoso.
Segundo as primeiras informações, Beckenbauer vinha reclamando
há alguns dias de dores no peito e muita fadiga. Ao que tudo
indica, foi um enfarte. Ou algo que se assemelhe, disse um amigo
da família que, transtornado, não quis se identificar.
O choque foi grande para toda a diretoria do time. O Beckenbauer
era um dos que mais estava presente conosco. Sempre indo onde o time estivesse.
Estamos arrasados, chocados e nos sentindo perdidos, disse Paulão,
vice-presidente da equipe.
Beckenbauer esteve com a equipe desde sua gênese, fazendo parte
daqueles que assinaram a ata de fundação do Caveira, em
1970. Atuou vários anos como atleta e só parou de jogar
pela equipe quando a idade assim o obrigou.
Não tenho como expressar o que sentimos nesse momento. Beck
era meu companheiro de muitos anos de estrada. Meu companheiro da vida,
não tenho como imaginar ainda o que sua ausência me faz sentir.
disse Gercindo, atual presidente do Caveira.
Dentinho, também membro da diretoria do time resume o choque: Infelizmente,
esse ano está sendo marcado por inúmeras perdas. A morte
do Beck contribui dolorosamente para essa desgraça.
É preciso deixar claro que não estamos arrasados simplesmente
porque um diretor ou companheiro de time se foi, diz Marcão,
também da diretoria da equipe. Beckenbauer era, acima de
tudo, um amigo e um companheiro daqueles que não se encontra todos
os dias por aí.
Como fundador do Caveira, Beckenbauer seria nomeado Conselheiro Vitalício,
na reunião do Conselho Deliberativo do time em dezembro que marcaria
a ratificação das alterações estatutárias
que promoveram diversas mudanças na agremiação ao
longo desse ano.
Infelizmente, essa surpresa não vai mais acontecer. Acho
que de onde estiver, Beck estará olhando por nós aqui, nesse
mundo tão sofrido, finalizou Paulão, lamentando a
morte do amigo.
Adeus, Beckenbauer!
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