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Elioenai Piovezan
A mobilização feita em apenas dois dias (segunda e terça-feiras)
contra o Projeto de Lei Complementar 26/2005, do governador Geraldo Alckmin,
demonstrou a disposição de luta pela garantia dos direitos
dos professores da rede estadual de ensino.
O projeto enviado pelo governador, se aprovado pelos deputados estaduais,
simplesmente deixaria desempregados os professores contratados que trabalham
em caráter temporário (ACT-OFA), o que representa 40% da
categoria (cerca de 100 mil docentes), e que atuam no Magistério
paulista há mais de 20 anos.
O primeiro round foi vencido pelos professores, pois antes mesmo de a
manifestação do dia 5 (quarta) terminar, Alckmin anunciou
a retirada do projeto, que já se encontrava na Assembléia
Legislativa, para ser aprovado. Diz o governo que irá estudá-lo
melhor e convidar os professores para debatê-lo. Vitória
da democracia, mas com pressão popular.
Entre as alterações previstas na atual Lei 500/74, que rege
a vida dos funcionários públicos, os professores não
concursados passariam a trabalhar com contratos de seis meses, renováveis
por mais seis meses. E após o término desse contrato, o
professor ficaria dois anos sem poder ser contratado.
Um ponto preocupante do PLC 26/2005 é a terceirização
do ensino, que permitiria às escolas contratar cooperativas ou
empresas particulares de ensino. Esse item em particular revela uma tendência
natural à privatização, típica dos tucanos.
O melhor a fazer é ficar atento.
Elioenai Piovezan é jornalista e professor
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