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Sempre fui fascinado pela vida e a obra de Leonardo da Vinci,
para muitos (inclusive eu) o maior gênio da história. O cara
foi um pintor aclamado, engenheiro, inventor, estudou o corpo humano e,
em sua época (século XVIII), desenvolveu projetos que de
tão avançados, só conseguiriam por em prática
no século 20. Coisas como de tanques de guerra, carros, paraquedas,
etc.
No ano passado, foi lançado um livro O Código Da Vinci
que imediatamente me chamou a atenção por causa das sinopses
que encontrei na Internet. Só consegui ler esse livro há
pouco tempo, quando minha filhinha me presenteou com um exemplar no dia
dos pais, depois das devidas indiretas da mãe dela para saber o
que eu gostaria de ganhar.
O livro é sensacional! Trata-se da aventura do Dr. Robert Langdon,
professor de Simbologia da Universidade da Havard que, em Paris para realizar
algumas palestras, é envolvido na trama que o torna suspeito do
assassinato do importante curador do Museu do Louvre, o mais famoso do
mundo.
A história vai se desenvolvendo num ritmo frenético e instigante.
Tanto que, para parar de ler e dormir um pouquinho, era preciso um esforço
muito grande da minha parte. O que é mais legal é que pra
solucionar o crime e, conseqüentemente, se livrar da acusação
que recai sobre ele, Langdon precisa desvendar vários enigmas deixados
em sua maioria nas obras de da Vinci. Esse enigma é a chave para
um grande segredo que pode abalar as estruturas de toda a crença
no cristianismo como sempre conhecemos.
O autor do livro, Dan Brown, já havia publicado outras obras como
Fortaleza Digital, Anjos e Demônicos (onde o personagem Langdon
aparece pela primeira vez) e Ponto de Impacto, mas é sem sombra
de dúvidas em O Código Da Vinci que o autor se supera. Além
de uma narrativa leve e solta, Brown usa e abusa de referências
à sociedades secretas que realmente existem como o Priorado de
Sião e o Opus Dei que, segundo consta, tem métodos nada
convencionais de servir aos preceitos cristãos.
Nada do que Brown cita no livro fica sem uma justificativa ou uma amarração,
sendo o final da aventura de Langdon surpreendente e totalmente fora daquilo
que geralmente acontece nesse tipo de literatura: de tudo se resolver
rápido demais como num passe de mágica.
Para aqueles que infelizmente não gostam der ler ou não
têm paciência, a boa notícia é que O Código
da Vinci já está em fase final das filmagens e deve estrear
em maio do ano que vem nos cinemas de todo o mundo.Interpretando o papel
principal, teremos Tom Hanks que, por si só, já representa
uma chancela de qualidade ao projeto. Além dele, também
estão no filme astros como Jean Reno (de O Profissional), Ian McKeller
(o Galdalf, de Senhor dos Anéis) e Alfred Molina (o Dr. Octopus
do Homem Aranha 2).
Não tenho a menor dúvida que no ano que vem, O Código
da Vinci vai virar febre. Só espero que os produtores do filme
caprichem do mesmo jeito que o autor do livro o fez e que vocês
se lembrem que eu dei a dica aqui primeiro, valeu?!
Marco Guilherme é professor de Informática e músico
(marcao2005@uol.com.br)
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