JARDIM PORTELA E.C., MAIS UM ANIVERSÁRIO

Março é o mês de aniversário do Jardim Portela Esporte Clube. Esse ano, completa trinta e dois anos de sua fundação. Evidente que pelas dificuldades naturais que passam os clubes de várzea, ora aparece, ora ficamos sem ouvir falar dele. Não significa, no entanto, que acabou. Significa, apenas, quando isso acontece, que está aguardando pacientemente uma injeção de ânimo. E assim tem sido com nosso Clube. E assim tem sido com muitos outros clubes, nossos vizinhos.
Durante o tempo em que tenho tido o privilégio de contar com um espaço neste Jornal, tenho falado do JPEC, sempre que vejo uma oportunidade. Já escrevi para contar como ele foi fundado. Para falar do trabalho voluntário dos moradores do bairro, quando da construção de seu campo. Da colaboração de personalidades, com doação de materiais esportivos e troféus. Falei, também, da criação do distintivo do Clube e, mais recentemente, tive o prazer de parabenizá-lo pela conquista da Taça Brahma de Futebol Amador.
E agora não é diferente. Como forma de felicitá-lo por mais esse aniversário, escolhi falar mais um pouco dele. Contar um pouco mais de sua história. Dessa vez, a história de sua sede social.
A necessidade de uma sede social era o assunto principal de uma reunião realizada nas dependências do Grupo Escolar do Jardim Portela, no dia 12 de maio de 1974. Por sugestão do Sr. Roque Nicolau da Mata, então Presidente, passamos a estudar a viabilidade de alugar um imóvel para sede provisória do Clube. A idéia foi aprovada e, alguns dias depois, colocada em prática. O imóvel escolhido foi a garagem de uma casa situada na mesma rua em que se localizava o principal ponto de encontro dos sócios e atletas do clube: o bar do seu João do Bote.
Contrato de locação (parte) “ Os signatários deste instrumento, de um lado Iria Vaz Domingues, Cic no tal e de outro, Jardim Portela Esporte Clube, neste ato representado pelos Srs João Nicolau Sobrinho e Roque Nicolau da Mata, têm justo e contratado o seguinte, que mutuamente aceitam e outorgam, a saber :
O primeiro, aqui chamado “o locador, sendo proprietário do imóvel sito nesta cidade, situado à rua São Roque, 120, loca-o ao segundo, aqui designado “o locatário”, mediante as cláusulas e condições adiante estipuladas, ou sejam:
1o)  o prazo de locação é de 6 (seis) meses a partir de 19 (dezenove) de maio de 1974 e a terminar em 19 (dezenove) de outubro de 1974, data em que o locatário se obriga a restituir o prédio completamente desocupado, sob pena de incorrer na multa da cláusula 12a e de se sujeitar ao disposto no art 1196, do Código Civil Brasileiro;
2o)  o aluguel é de 150,00 (cento e cinqüenta cruzeiros) que o locatário se compromete a pagar pontualmente, até o dia 20 (vinte) de cada mês, na residência do locador ou de seu representante. 
E por assim terem contratado, assinam o presente em 2 vias, em presença das testemunhas abaixo. Iria Vaz Domingues - João Nicolau Sobrinho - Roque Nicolau da Mata. Testemunhas: José Tomaz Garcia - Manoel Pinto.”
Foi assim mesmo. Rápido e simples. Em seguida, após levantamento de fundos junto aos associados, conseguimos o sinal necessário para a compra dos móveis para a sede. A aquisição foi feita em nome do Sr. Juventino Ferreira dos Santos, que representou o Clube junto à loja fornecedora. O pagamento das mensalidades foi feito com recursos provenientes das mensalidades dos associados.
E, pra variar, os próprios associados providenciaram, sem custo para o Clube, a limpeza, pintura e decoração da sede.


Ayrton Corrêa é aposentado e reside em São Paulo.
Morou 30 anos em Itapevi (ayco@superig.com.br)