|
Geraldo Pereira
Mostrando mais uma vez que não tem compromisso com
o povo e justificando plenamente que é o candidato dos empresários,
do capitalismo, sempre colocando os interesses deles acima dos interesses
dos trabalhadores, o ex-governador Geraldo Alckmin, candidato à
Presidência da República, perdeu a oportunidade de pelo menos
uma vez se colocar ao lado dos mais necessitados. Necessitados que são
assaltados mensalmente com a cobrança das assinaturas básicas
dos telefones fixos e móveis em nosso País.
O deputado estadual Jorge Caruso (PMDB) teve a alegria de ver o seu Projeto
de Lei 255 (apresentado em 2002) ser aprovado na madrugada de 22/12/05.
Depois de 3 anos de tramitação, o Projeto foi aprovado,
tornou-se Lei e foi enviado ao governador Alckmin para ser sancionado
ou vetado.
Sancionado, ganharia o povo, pois não mais pagaria a assinatura
do seu telefone, verdadeiro roubo oficializado. Vetado, o roubo continuaria,
e as multinacionais do setor engordariam cada vez mais os seus fabulosos
lucros.
Que fez o governador? Vetou! Isso quer dizer: continuaremos sendo roubados.
Qual foi o pretexto usado pelo governador para vetar esse Projeto tão
justo? Simplesmente, ele alegou que o assunto abordado não era
de competência do Estado, mas da União.
Os tucanos são assim mesmo. Quando da "Privatização
da Telesp, vendida para o grupo Telefonica, durante o governo Covas, essa
história de competência não foi levada em conta, pois
para efetuar a venda o então governador aumentou o valor da assinatura
mensal, tornando a Telesp uma empresa rentável e concretizou a
venda", afirma o deputado Jorge Caruso.
O Projeto foi aprovado por unanimidade. A Assembléia entendeu que
há competência estadual para discutir a matéria e
que deveria se posicionar nessa briga que já tem caráter
nacional contra a cobrança da mensalidade, optando, pois, pela
extinção da assinatura, na defesa de que os valores devidos
são aqueles que decorrem do uso dos impulsos, sendo absurdo cobrar
mensalidade nos modos hoje praticados, numa espécie de aluguel
sem benefício ao consumidor.
Bem que o governo federal poderia editar uma Medida Provisória,
ou a Câmara dos Deputados fazer uma lei defendendo o povo brasileiro
do assalto.
Metrô
Como se isso não bastasse, o povo deve ficar alerta com relação
à fome insaciável dos tucanos em entregar à iniciativa
privada os bens da Nação. Na presidência de FHC -
o apátrida - foram cometidos os maiores crimes contra o patrimônio
nacional. Vendidas a preço de banana, de fim de feira, a Companhia
Vale do Rio Doce, a Embratel, e tantas outras. Antes de deixar o governo,
Geral Alckmin, seguindo o péssimo exemplo do seu chefão,
deu início ao processo de privatização do metrô
paulistano.
O Sindicato dos Metroviários entrou em ação e o Tribunal
de Contas do Estado de São Paulo divulgou um parecer informando
que está suspenso o processo de licitação que envolve
a construção da Linha 4 - Amarela - do Metrô de São
Paulo.
Para o presidente do Sindicato dos Metroviários, Flávio
Montesinos Godói: "A decisão do Tribunal de Contas
foi uma grande conquista para a sociedade. Trata-se de uma vitória
considerável diante do embate que teremos pela frente. Foi uma
grande derrota para o governador Geraldo Alckmin e para aqueles que defendem
esse projeto".
Diante de iniciativas como estas, de ataques frontais ao patrimônio
da sociedade e à cobrança injusta da mensalidade da linha
telefônica, por que não fazer um movimento nacional contra
as privatizações? Esperamos a resposta das Centrais Sindicais
ou de quem verdadeiramente represente os nossos sofridos trabalhadores.
Antes tarde do que nunca!
Geraldo Pereira é jornalista e membro do Sindicato dos Jornalistas
de São Paulo e da ABI (Assoc. Bras. de Imprensa)
|