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Por Elioenai Piovezan
Jaci Tadeu, vice-prefeito de Itapevi, estreou na vida pública
com o pé direito e em sua primeira disputa eleitoral conquistou,
ao lado de Dra. Ruth Banholzer (PPS), a prefeitura da cidade.
Nesta nona entrevista da série Ponto de Vista - Personalidades,
Jaci Tadeu fala de seu passado e da convicção que tinha
na eleição de Ruth. "Analisei o convite para ser vice
durante alguns meses e hoje estou convicto de que fiz a escolha certa",
declarou.
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JORNAL
DA GENTE: Quem é Jaci Tadeu?
Jaci Tadeu: Jaci Tadeu é filho de Itapevi, tem 43 anos, nasceu
em Itapevi, é filho de Jaci Januário, dono do antigo Mercado
Marques, e dona Edma Moya.
JORNAL DA GENTE: Como foi sua formação?
Jaci Tadeu: Estudei em colégio público (Dr. Raul Briquet)
e me formei em Engenharia Civil, pela FAC Sorocaba e atuo na área
há 20 anos, dos quais 15 anos são na minha própria
empresa.
Possuo diversas especializações, sendo a principal a de
edificação industrial, o que tem me proporcionado contratos
de serviços importantes, inclusive com empresas multinacionais.
Durante minha carreira de engenheiro, sempre separei um tempo para participar
de entidades de classe da categoria. Fui por dois anos presidente da Assemit
(Associação de Empresas de Itapevi), que reúne as
principais indústrias do município e sou inspetor-chefe
do CREA (Conselho Regional de Engenheiros e Arquitetos).
Atualmente, sou conselheiro regional da CIESP/FIESP (sistema de serviços
ligado à indústria e ao comércio).
JORNAL DA GENTE: Como conheceu Dra. Ruth e como
foi sua entrada na vida pública?
Jaci Tadeu: Conheci Dra. Ruth quando ela era ainda vereadora e participava
das discussões sobre a construção do Hospital Regional
de Itapevi. Eu pertencia ao Conselho Municipal de Saúde e já
conversávamos sobre projeto político para a cidade. Mais
recentemente é que recebi o convite para ingressar na vida política
como vice emsua chapa. Pensei durante alguns meses, mas sempre tive total
convicção de que ganharíamos a eleição.
Só não sei dizer se fui o fiel da balança na soma
dos votos.
JORNAL DA GENTE: O Sr. sempre foi do PMDB?
Jaci Tadeu: Acredito que um homem de partido não deve ficar
mudando de sigla. Sempre fui do PMDB, sempre concordei com os ideais desse
partido. Por volta de 1994, tentei me filiar no PMDB de Itapevi, mas estranhamente
minha filiação foi recusada pelo grupo que comandava o partido
na época. Então, filiei-me no PMDB de Osasco. Com mágoa,
mantive meu título de eleitor naquela cidade até que surgiu
a decisão pela candidatura em Itapevi.
JORNAL DA GENTE: Antes o Sr. nunca cogitara
um outro cargo eletivo, como vereador?
Jaci Tadeu: Só de pensar em ser vereador me dá arrepios,
não faz meu perfil. Como já disse, só aceitei ser
candidato junto com a Dra. Ruth, porque ela me convidou e apresentou um
projeto para a cidade. Meu pensamento é muito prático e
objetivo, penso como engenheiro e trabalho com planejamento. Quando elaboramos
um projeto, sabemos como vai ser cada etapa da obra. Na administração
pública é parecido, geralmente o problema é o financiamento
que acaba tendo entraves burocráticos. Mas sabia que estava no
caminho certo para mudar Itapevi.
JORNAL DA GENTE: E hoje como está sua
relação com o governo hoje?
Jaci Tadeu: Bem, desde 6 de fevereiro deste ano não sou mais
secretário (de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente), sou o vice-prefeito
e estou presente em todas as ações de governo. Minha relação
pessoal com a prefeita é excelente, assim como todos os membros
do governo e funcionários públicos.
JORNAL DA GENTE: Foi difícil superar
a crise política de 2005, com a cassação e a alternância
de prefeitos?
Jaci Tadeu: Independentemente do processo, e após a vitória
no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), governamos com tranqüilidade.
Mas agora, com a vitória definitva no TSE (Tribunal Superior Eleitoral),
nossa administração possui a respeitabilidade necessária
para continuar governando. Também sinto que sou muito respeitado
como vice-prefeito, como nenhum outro vice foi na cidade.
JORNAL DA GENTE: E como foi a atuação
na sua pasta de Desenvolvimento?
Jaci Tadeu: Foi muito proveitosa, neste pouco tempo de governo conseguimos
por meio de convênios mais 9 milhões de reais destinados
a moradia popular; conseguimos investimentos na ordem de 6 milhões,
para a informatização da Prefeitura, em parceria com o governo
federal; e 700 mil reais do governo federal para pavimentação
asfáltica e aquisição de novos equipamentos. Estamos
entregando a usina de asfalto, que não emite gases e que só
precisa da autorização definitiva da Cetesb, que deve ser
expedida em algumas semanas.
Outra ação que desenvolvemos é a elaboração
do Plano Diretor Participativo, que está em sua fase técnica
e em breve será apresentada à Câmara Municipal e à
população, por meio de audiências públicas.
JORNAL DA GENTE: Cite alguns projetos que ainda
serão realizados...
Jaci Tadeu: Estamos estudando a construção
de um prédio próprio para a Prefeitura de Itapevi, que deverá
reunir horizontalmente e com fácil acesso todas as secretarias
do governo. Esta obra significará uma economia de cerca de 200
mil reais mensais em aluguéis.
Mas o projeto mais ambicioso é a drenagem definitiva do rio Barueri-Mirim
e córregos que vão desde a divisa de Jandira (no Jardim
Jurema e Rainha), Paim, Sapiantã e afluentes, inclusive com a canalização,
o aprofundamento de seus leitos e a construção de sete pontes.
JORNAL DA GENTE: Na questão do transporte
e do trânsito, o que a população pode esperar da Prefeitura?
Jaci Tadeu: Faremos da avenida Rubens Caramez, do trecho praça
Carlos de Castro-avenida Brasil, um calçadão, em etapas.
Se for viável e houver a concordância dos comerciantes, então
será um calçadão definitvo. Quanto ao transporte
coletivo, estamos negociando com a CPTM uma parceria para integrar o terminal
rodoviário à estação de trem. Para tanto,
uma das alternativas é deslocar o ponto de embarque ferroviário
para mais próximo do viaduto.
Quanto ao trânsito, se formos seguir o projeto original da construção
do viaduto José dos Santos Novaes, deveria haver uma alça
passando sobre a linha férrea até o Corredor Oeste, para
os veículos com destino à Cohab, São Roque ou Cotia.
Com isso, o trânsito de veículos no entorno do terminal rodoviário
também seria drasticamente reduzido. O terminal seria coberto e
passaria oferecer mais conforto aos munícipes.
JORNAL DA GENTE: Por que o Sr. quer ser deputado
estadual? E quais suas propostas?
Jaci Tadeu: Sou pré-candidato porque tenho certeza
de que estou em condições de disputar uma eleição
e poder representar muito bem os interesses não só de Itapevi
mas de toda a região Oeste. As prioridades serão a Educação,
o Meio Ambiente e o Desenvolvimento Econômico. A educação
que eu defendo pressupõe os diversos tipos de formação,
como a cultura e o esporte, que podem ser viabilizados com a participação
de associações, igrejas, clubes. O meio ambiente merece
respeito e cuidado, o que ocorre hoje com a falta de coleta de esgoto
é um absurdo. Se para o tratamento do lixo um aterro sanitário
é bom, melhor ainda seria a criação de uma usina
de reciclagem. Sobre desenvolvimento, defendo que haja não apenas
uma cidade rica, mas a região toda rica, porque hoje cidades como
Itapevi, Jandira e Carapicuíba pagam o preço de serem vizinhas
de Barueri, pois somos municípios ainda dormitórios que
precisam atrair mais empresas e oferecer mão-de-obra qualificada
para trabalhar nessas empresas. Um dos passos para enriquecer a região
já foi dado com a futura instalação de gás
natural para aregião de Ambuitá, Itaqui e trecho da Rodovia
Renê Benedito.
JORNAL DA GENTE: Que experiências o Sr.
adquiriu nesses meses de governo?
Jaci Tadeu: Só ganhei amigos, mantenho minhas relações
sociais e tenho uma certeza: não sou e não vou ser igual
aos políticos tradicionais. Sou diferente, pois tenho uma formação
diferente.
JORNAL DA GENTE: Após toda onda de ataques
que São Paulo viveu na última semana, o que é preciso
fazer para acabar com a violência?
Jaci Tadeu: Investir na educação, mas na educação
que forma culturalmente, no esporte e em outras áreas. Uma criança
que pratica futebol ou outro esporte desde cedo dificilmente vai se tornar
um criminoso, pois aprende o respeito e a construção coletiva
das ações para fazer o bem. Particularmente, eu sempre conversos
com meus três filhos (de 6, 13 e 15 anos). Todo domingo à
noite, nós nos sentamos na sala, desligamos a televisão
e lemos e refletimos pensamentos construtivos presentes no evangelho.
Creio que os pais deveriam conversar mais com seus filhos e ensinar o
caminho do bem.
Elioenai Piovezan é jornalista e professor de Língua
Portuguesa
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