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Em
1985 conheci o Braz Bombonatti. Eu estudava na 6ª. série do
Michelotti, no Vitápolis e ele era professor lá. Dava aulas
de matemática e chamava a atenção porque todos o
achavam parecido como McGyver, do série Profissão: Perigo,
sucessão na Globo na época.
O mais interessante (sem desmerecer as aulas, é claro) era que
ele tocava guitarra e tinha uma banda, o Transa Som. Eu acompanhava a
banda em todos os shows possíveis. Naquela época, os festivais
de música eram muito comuns e sempre estava no meio da galera torcendo
pelos caras. E o Braz era o meu ídolo!
Além de tocar pra caramba, ele sempre foi muito gente fina e, das
canções do Transa Som, uma música dele era a minha
preferida: Sábado à Noite. Nunca vou me esquecer no Festival
da Canção em Barueri ,em 1988, quando no meio de centenas
de músicas inscritas, a música do Braz ganhou prêmio
na final.
Foi seguindo os passos do Transa Som (que depois mudou o nome pra Mera
Coincidência) que senti vontade de aprender a tocar pra, um dia,
quem sabe, poder dividir o palco com eles. Em 1992, meu sonho se realizou.
Com a saída do Vander P., baixista, fui convidado a fazer parte
do grupo.
Apesar de estar na banda, eu ficava viajando nos ensaios só admirando
a técnica e a perfeição dos acordes do Braz! Era
realmente a realização de um sonho. E a medida que o tempo
passava, ficava muito fácil entender o porquê o Braz ser
o melhor. Diferentemente do que geralmente acontece nesse meio, o ego
do Braz é inversamente proporcional ao seu talento. Ou seja, o
que ele tem de técnica apurada e conhecimento musical, falta em
se achar o tal, o bonzão, o bam bam bam.
Várias vezes, quando falava com ele sobre achá-lo o melhor,
ele retrucava: "O que é isso, Marquinho! Então você
não viu ninguém tocar ainda... Não toco bem não!"
Em 1997, tive o prazer de dividir com ele a criação de um
projeto de música instrumental, o Duas Faces. Era apenas diversão,
mas aprendia tanto naquelas três ou quatro horas que passávamos
tocando que tinha que olhar bem em volta pra ter certeza que era verdade.
Fã incondicional do Yes que ele é, também tive o
privilégio de assistir com ele á uma apresentação
da banda inglesa no Olympia em 1998. Chapei e ainda bem que ele estava
lá pra dirigir na volta, hehehehe.
O último show que fizemos foi em 1999, numa festa de Halloween
pra ajudar na formatura do pessoal do 3º colegial do Celina daquele
ano. Nos divertimos à beça, mas o Mera acabou ali.
Infelizmente, a correria do dia-a-dia tem sido implacável e não
tenho tido o privilégio da companhia do Braz ultimamente, mas,
graças às facilidades do Orkut, encontrei com ele no mundo
virtual e fiquei sabendo que ele está montando uma banda com os
filhos (que por sinal já estão tocando mas pra mim, parece
que foi ontem mesmo que eles ainda eram bebês ). Estou ficando velho
e saudosista...
TRADUÇÃO DO MARCÃO
Claro que, pra homenagear esse grande amigo e meu ídolo,
tinha que ser uma música da banda da qual ele é super-fã.
Um clássico do Yes!
Soon - Logo
Yes
Soon oh soon the light
Logo, oh logo a luz
Pass within the endless night
Passa por dentro da noite sem fim
And wait here for you
E espera por você aqui
Our reason to be here
Nossa razão de estar por aqui
Soon oh soon the time
Logo, oh logo o tempo
All we move to gain will reach and calm
Todos nos movemos pra melhorar e alcançar a tranquilidade
Our heart is open
Nosso coração está aberto
Our reason to be here
Nossa razão de estar por aqui
Long ago, set into rhyme
Tempos atrás, com o ritmo ajustado
Soon oh soon the light
Logo oh logo a luz
Ours to shape for all time,
É nossa pra modelarmos todo o tempo
The sun will lead us
O sol vai nos liderar
Our reason to be here
Nossa razão de estar aqui
The sun will lead us
O sol vai nos liderar
Our reason to be here
Nossa razão de estar aqui
Marco Guilherme é professor de Informática
e músico (marcao2005@uol.com.br)
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