:: EDITORIAL

Quanto custa o seu voto?

Essa pergunta não deve ter uma resposta precisa. O mais próximo é: depende.
Para o cidadão que pensa em política só em época de eleição, não há muita diferença em relação àqueles candidatos que só se aproximam de algum partido para ser candidato a algum cargo eletivo.
Mas, para o cidadão que vive preocupado com as questões políticas de sua cidade, do País e do mundo e participa de alguma forma da vida de seu bairro, de sua associação, de seu sindicato, de seu grêmio estudantil ou de outro movimento, a eleição é um momento de debater projetos e fazer os candidatos se comprometerem com a cidadania.
Obviamente que há aqueles “eleitores” da pior espécie que vê as eleições como um momento de tirar vantagens pessoais, bem como há candidatos que só lançam seus nomes para testar sua popularidade ou se tornar mais conhecido para uma próxima eleição.
O preço de um voto deve ser o valor da consciência do eleitor, ou seja, não tem preço. Na década de 90, já dizia um velho trotskista, fundador do PT, Paulo Skromov: “O voto é uma arma poderosa em que as elites investem milhões para conquistar do eleitor, e este, muitas vezes, não sabe o poder que esse voto tem, inclusive para tirar a elite do poder e eleger representantes dos trabalhadores”.
Portanto, a melhor receita para valorizar o voto é conhecer bem o candidato, saber de sua história, suas ações e seu pensamento. A eleição é para deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente da República. Os deputados estaduais legislam para todo o Estado de São Paulo, que possui 645 municípios. Os deputados federais são eleitos cada um por seu Estado, mas legislam para todo o País. Portanto, os candidatos paulistas, por exemplo, precisam se apresentar ao maior número de eleitores dos 645 municípios para ter o máximo de votos.
As eleições são como os programas de TV: há muito lixo cultural, mas conhecendo a programação é possível ainda assistir a algo que proporcione conhecimento e lazer saudáveis.
O Jornal da Gente, por sua vez, imbuído de seu compromisso ético de informar, deverá acompanhar o desenrolar das eleições, divulgará principalmente as agendas dos candidatos locais (Itapevi e Jandira) e estará atento às novas regras do processo eleitoral.